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TSE suspende propaganda de Dilma com profissionais do Mais Médicos

Corte Eleitoral entendeu que campanha se privilegiou de estrutura do poder público; programa foi gravado em Unidade Básica de Saúde

Redação

11 de setembro de 2014 | 19h35

Beatriz Bulla

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga determinou que a campanha de Dilma Rousseff não exiba mais trecho da propaganda de TV em que a presidente e candidata do PT à reeleição conversa com profissionais do programa ‘Mais Médicos’.

O entendimento do ministro é de que houve privilégio no uso da estrutura do poder público na propaganda, pois a candidata gravou o programa em uma Unidade Básica de Saúde, em Guarulhos (SP). Na decisão, o ministro proíbe que as imagens veiculadas no dia 28 de agosto voltem a ser exibidas.

“Na perspectiva de um razoável equilíbrio no processo democrático, que já pende fortemente em benefício daqueles que dispõem do poder almejado, entendo ser apropriada ao caso a aplicação do poder geral de cautela, de modo a impedir a reexibição do trecho veiculado”, destacou o relator em sua decisão.

A coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves (PSDB), questionou o programa no TSE, argumentando que a equipe de Dilma paralisou os serviços de um posto de saúde para gravar a propaganda e utilizou o conjunto do serviço público e dos servidores em unidade gerida pelo governo municipal, cujo prefeito é do PT.

A coligação do tucano também alegou que a propaganda tinha fim eleitoral em detrimento do interesse público. O ministro do TSE decidiu que a representação deve ser direcionada aos agentes públicos: à presidente Dilma, ao vice Michel Temer e ao ministro da Saúde, Arthur Chioro. A coligação de Aécio questionou a participação de dois médicos cubanos, que são funcionários da UBS, no programa eleitoral de Dilma. Segundo Admar Gonzaga, porém, os funcionários da unidade de saúde não podem ser questionados por meio da representação. O trecho da propaganda tem aproximadamente dois minutos.

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