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Tony Panetone e Bezerra Dourada querem disputar eleição no DF

Camila Tuchlinski

07 de abril de 2010 | 16h03

Por Carol Pires

Tony Panetone e Bezerra Dourada são os primeiros aspirantes a governador e vice-governador do Distrito Federal inscritos para a eleição indireta que será feita pela Câmara Legislativa no dia 17 de Abril. Os dois candidatos são filiados ao Partido dos Pães Natalinos, o PPN.

Os nomes e o partido são fictícios, mas a inscrição, não. O protocolo da Câmara recebeu a inscrição, na manhã desta quarta-feira, de um grupo de estudantes que formam o grupo conhecido como “Movimento Fora Arruda”.

A Mesa Diretora da Casa analisará a inscrição e, com certeza, irá impugná-la. Tony Panetone faz alusão à desculpa usada pelo governador cassado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), de que usaria o dinheiro que recebe em vídeo anexado ao inquérito da Operação Caixa de Pandora, para comprar panetones para a população de baixa renda.

Bezerra Dourada é uma brincadeira também com uma desculpa usada por um ex-governador envolvido em escândalo de corrupção. Este, Joaquim Roriz, que, flagrado em gravação negociando a partilha de R$ 2,2 milhões, disse que descontaria, do dinheiro, R$ 300 mil emprestado para comprar uma bezerra.

“A ideia desta candidatura é acabar com a hipocrisia. O discurso do nosso candidato é que ele vai empregar os parentes, sim. Vai pegar verba pública e enriquecer a partir dela”, explica Rodrigo Pilha, um dos mentores do movimento. “Os deputados que vão participar da eleição eram da base aliada do Arruda, então não é uma eleição isenta, e o Tony Panetone é melhor do que qualquer candidato que possa aparecer”.

O Movimento Fora Arruda é formado por poucas dezenas de estudantes. O grupo, antes de ganhar projeção protestando contra o escândalo de corrupção envolvendo o ex-governador José Roberto Arruda, já participava ativamente de manifestações contra corrupção.

A trupe participou da invasão da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) quando o ex-reitor Timothy Mulholland foi afastado do cargo após revelação de que morava em um apartamento funcional cuja decoração, orçada em R$ 471 mil, foi paga com dinheiro destinado para pesquisas da universidade.

No Senado, eles foram perseguidos pela polícia legislativa que, algumas vezes não conseguiu impedi-los de invadir o prédio e pedir a renúncia do presidente José Sarney (PMDB-AP), protagonista do escândalo dos atos secretos.

Quando José Roberto Arruda ainda estava no cargo, eles acamparam no plenário da Câmara pedindo abertura de uma CPI, lideraram protesto que acabou em violência por parte da polícia, jogaram estrume e óleo de peroba na porta do Legislativo local. Quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tirou o mandato de Arruda por infidelidade partidária, cinco deles estavam no plenário, e foram expulsos quando comemoraram a cassação com gritos e pulos.

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