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‘Todo mundo sabe que eu gostaria que fosse o Haddad’, diz Lula sobre disputa em SP

Redação

14 de outubro de 2011 | 18h31

Denise Chrispim Marin, correspondente de O Estado em Washington

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou explícito nesta sexta-feira, 14, o seu apoio ao ministro da Educação, Fernando Haddad, como candidato do PT à Prefeitura de São Paulo em 2012, em detrimento da pretensão da senadora e ex-prefeita da cidade Marta Suplicy. Embora tenha sinalizado anteriormente sua contrariedade à ideia de o partido submeter os dois pré-candidatos a uma escolha interna prévia, Lula mostrou-se disposto a acatar o resultado desse eventual processo.

“Eu tenho candidato à prefeitura de São Paulo. Todo mundo sabe que eu gostaria que fosse o Haddad. Mas, quem ganhar a prévia será o meu candidato”, afirmou à imprensa brasileira, depois de uma palestra de 48 minutos no World Food Prize, fórum anual sobre agricultura e segurança alimentar em Des Moines, capital do Estado americano de Iowa.

“Eu adoro ela (Marta Suplicy). Se ela passar na prévia, será minha candidata”, rebateu, ao ser questionado sobre a ambição da senadora petista, considerada por analistas como uma figura com melhores chances eleitorais em São Paulo do que o quase desconhecido Haddad.

Mesmo envolvido em viagens ao exterior para dar palestras bem remuneradas e receber premiações, Lula claramente está mexendo as peças para a eleição municipal de São Paulo, uma espécie de bastião do PSDB e o degrau anterior à disputa presidencial de 2014. Embora tenha optado formalmente por Haddad, o ex-presidente não esconde sua simpatia por Gabriel Chalita, candidato do PMDB. A filiação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao PSD, legenda lançada pelo atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab, também abriria novas frentes para uma coalizão reforçada para vencer o candidato tucano em um eventual segundo turno.

Lula confirmou nesta sexta-feira ter conversado recentemente com Meirelles, hoje representante da União na Autoridade Pública Olímpica, a entidade responsável pela organização dos jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Mas insistiu terem ambos se atido à discussão de sua saída do PMDB, efetivada no último dia 7, e não terem abordado a possível candidatura de Meirelles. “Eu não sei se ele (Meirelles) vai ser candidato, se ele tem essa pretensão. Eu conversei com o Meirelles, ele disse que queria sair do PMDB, e a janela (para a troca de partido) fechava agora. Ele tinha de sair”, disse.

O ex-presidente dividiu o prêmio de US$ 250 mil do World Food Prize com o ex-presidente de Gana, John Kufuor. Lula viajou a Des Moines em jato particular oferecido pelo presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva. Em paralelo às conferências do World Food Prize, às quais não compareceu, Lula recebeu ex-presidentes e líderes africanos na suíte presidencial de um hotel. Uma das presenças mais festejadas por ele foi a de Olusegun Obasanjo, ex-presidente da Nigéria.

 

 

 

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