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Tiririca e ‘ocultação’ de Serra por Alckmin dominam conversas nos bastidores pós-debate

Armando Fávaro

16 de setembro de 2010 | 01h09

Ao fim do debate dos candidatos ao governo de São Paulo desta noite, dois assuntos dominaram as rodas de conversa dos políticos no estúdio da Rede TV. Em torno do tucano Geraldo Alckmin, todos se questionavam por que o nome do presidenciável José Serra não foi citado uma única vez ao longo do programa pelo candidato ao governo paulista. “Estou falando agora”, desconversou Alckmin ao fim do debate, ao ser questionado pelos repórteres o motivo de não ter se lembrado de seu companheiro ao longo do programa.

“Eu apoio o Serra e ele tem chances de chegar ao segundo turno”, afirmou o tucano. O candidato do PT, Aloizio Mercadante, tampouco mencionou o nome de sua presidenciável, a petista Dilma Rousseff. Ainda assim, ele defendeu por diversas vezes o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mercadante foi líder do PT e do governo no Senado. Embora tenha citado por diversas vezes realizações do governo Serra em São Paulo, Alckmin não pareceu preocupado em promover seu companheiro de partido.

No outro lado do estúdio, Mercadante justificava a manutenção de seu nome na propaganda do humorista Tiritica. “Ele falar que não sabe o que faz um deputado é diferente de dizer ‘vote no abestado’”, exemplificou. A explicação foi o desdobramento de uma das perguntas do debate, em que Mercadante foi questionado se não se sentia incomodado de ter um palhaço como candidato em sua aliança.

Essa não foi a primeira vez que o petista teve de se explicar sobre Tiririca. Em agosto, o petista afirmara ter pedido uma mudança na propaganda do aliado. De acordo com a interpretação que expôs no debate de hoje, o fato de Tiririca não usar mais a propaganda sobre “o que faz um deputado” seria uma prova de que suas reivindicações foram atendidas.

Mas não foi só o petista que teve de se explicar sobre o assunto. O candidato do PSB, Paulo Skaf, também precisou prestar contas sobre o motivo que o levou a cutucar Tiririca em seu horário eleitoral. “Eu não falo contra a campanha do Tiririca, mas quero chamar a atenção de que, se existe a chance de os eleitores fazerem do Tiririca o candidato mais votado de São Paulo, é porque tem alguma coisa errada com os políticos”, disse.

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