Tinha mais preocupação de perder a voz do que morrer, diz Lula
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Tinha mais preocupação de perder a voz do que morrer, diz Lula

Lilian Venturini

30 de março de 2012 | 10h07

do estadão.com.br

Com promessas de cuidar mais da saúde e evitar uma “agenda alucinante e maluca”, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva afirmou que teve medo de morrer, mas a preocupação de perder a voz foi seu maior receio durante o tratamento contra o câncer na laringe. “Se eu perdesse a voz, estaria morto”, afirmou o Lula em entrevista à Folha, publicada nesta sexta-feira, 30.

A entrevista foi realizada no dia seguinte à notícia de que o tumor diagnosticado na laringe desapareceu, nessa quarta-feira, 28. O tratamento começou em 31 de outubro e agora seguirá com acompanhamento periódico. “Tenho que manter a disciplina para evitar que aconteça alguma”, explicou. Lula vai ao Hospital Sírio-Libanês para sessões regulares de fonoaudiologia. “Eu ainda estou com a garganta muito dolorida, não posso dizer que estou normal porque, para comer, ainda dói”, disse.

Para as eleições municipais, em especial para a campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, Lula prometeu participar, mas de forma “seletiva”. “Nunca mais eu irei fazer a agenda alucinante e maluca que eu fiz nesses dez meses desde que eu deixei o governo. (…) Vou fazer menos coisas, com mais qualidade, participar das eleições de forma mais seletiva”, afirmou.

Segundo os médicos que acompanharam o tratamento do ex-presidente, é possível falar em cura da doença se, nos próximos cinco anos, os exames indicarem a ausência do tumor. “Essa ausência pode ser de fato uma cura. Mas para isso teremos que repetir sistematicamente essas avaliações”, explicou o oncologista do Sírio-Libanês Artur Katz.

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