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‘Tem gente que adora derrubar’, diz Miúcha sobre Ana de Hollanda

Lilian Venturini

11 de maio de 2011 | 19h10

Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo

Irmã da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, a cantora Miúcha saiu em sua defesa nesta quarta-feira, 11, e criticou os que fazem campanha contra ela pela internet. “A quem interessa tirar a Ana? Quem eles querem no lugar? Muitos ficaram frustrados quando ela foi escolhida. Tem gente que adora derrubar, acha que vai atingir o Chico através disso… A internet permite que as pessoas, protegidas pelo anonimato, digam as coisas mais loucas”, disse por telefone ao Estado, mencionando o mais célebre dos sete irmãos Buarque de Hollanda.

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Miúcha contou que, assim como Chico, tem observado a distância a turbulência por que a irmã vem passando praticamente desde que assumiu a pasta. O perído é marcado pelas críticas a seu posicionamento ante a Lei dos Direitos Autorais, e, mais recentemente, ao recebimento, revelado pelo Estado, de diárias indevidas em viagens ao Rio, onde Ana mantém apartamento.

Sobre o assunto, brincou: “Praticamente chamaram Baía (apelido de Ana na família) de ladra. Não existe tradição de ladras nessa família. Pelo que entendi, a diária é atrelada à emissão das passagens, é automático.”

Miúcha torce por dias mais tranquilos da irmão no ministério. “Espero que ela tenha força para reagir. Acho que está muito forte, serena, tem muita certeza de que está fazendo a coisa certa. Não vejo razão para Ana incomodar tanto. O ministério não mexe com questões de todo mundo.”

Ela também comentou o fato de sua filha, a cantora Bebel Gilberto, radicada em Nova York, ter conseguido autorização da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, do MinC, para captar R$ 1,9 milhão para sua primeira turnê no Brasil, pela lei Rouanet. “Bebel tem dez anos de carreira discográfica e nunca precisou de ministro algum. Ela, a Bethânia (cujo blog de poesias poderá captar R$ 1,3 milhão, também com o aval da Rouanet), não são as únicas artistas que conseguiram, não foram favores especiais. Esse assunto virou uma caça às bruxas”, argumenta.