As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Tarifa Frejat’ marca debate no Distrito Federal

Figura do atual governador do DF, Agnelo Queiroz, derrotado no primeiro turno, também foi tema

Redação

24 de outubro de 2014 | 00h12

Rafael Moraes Moura

Os problemas no transporte público do Distrito Federal e a figura do atual governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), já derrotado no primeiro turno, marcaram o debate da TV Globo entre os candidatos Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR), ocorrido na noite desta quinta-feira. Os dois candidatos ao Palácio do Buriti retomaram no debate, num tom mais civilizado, a sucessão de críticas e acusações que vem marcando a disputa local neste segundo turno.

Já na primeira pergunta do primeiro bloco, Frejat questionou Rollemberg sobre a “tarifa Frejat”, proposta de oferecer passagem no transporte público por R$ 1. “Essa proposta, da forma como foi feita, foi feita de forma irresponsável e eleitoreira”, criticou Rollemberg, defendendo a criação de um bilhete único.

“Vejam como o candidato é inexperiente e não tem conhecimento das coisas. Isso não é complicado. Vai dar certo, eu tenho absoluta convicção de que a tarifa de 1 real vai ser implantada a partir do dia 1º de janeiro”, rebateu Frejat, que viu suas intenções de voto subirem nas pesquisas após a divulgação da proposta. O ex-secretário de Saúde de Joaquim Roriz assumiu a cabeça de chapa de José Roberto Arruda, que desistiu de concorrer por conta da Lei da Ficha Limpa.

Apoio. Em outro momento do debate, Rollemberg foi questionado por Frejat sobre o apoio do PSB ao governo Agnelo, que sofre hoje com altas taxas de rejeição.

“Eu pessoalmente nunca participei do governo Agnelo, o PSB participou inicialmente e discordamos dos procedimentos do governo, do afastamento dos compromissos que ele assumiu com a população do DF, e de forma tranquila, resolvemos sair do governo”, respondeu Rollemberg.

“Candidato, eu realmente estou preocupado. O companheiro deve ajudar, pra procurar orientar, e não simplesmente trair e caminhar para o lado diferente. Isso é ou inexperiência ou falta de compromisso com qualquer tipo de governo”, rebateu Frejat.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.