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Sobre caso Palocci, De Sanctis diz ser absurdo que não haja investigação

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

01 de junho de 2011 | 13h08

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

O desembargador federal Fausto Martins De Sanctis defendeu nesta quarta,1, em evento na Polícia Federal, combate rigoroso à corrupção, “incluindo casos de pagamentos e ganhos indevidos por serviços não justificados, não prestados”. Indagado se incluía nessa consideração o ministro da Casa Civil Antonio Palocci, De Sanctis disse: “eu não posso falar do caso do ministro, mas me surpreende muito que fatos graves que cheiram a corrupção não sejam investigados. É um absurdo, tem que haver investigação. Existem vários casos  que têm ocorrido.”

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O desembargador foi homenageado em São Paulo porque destinou R$1,6 milhão no começo do ano passado para instalação de sistema de segurança interno da sede da PF na Lapa. Com esse dinheiro, a PF instalou 240 câmeras de alta definição. A verba veio de R$ 10 milhões arrecadados mo leilão de três mansões, uma chácara e uma fazenda que pertenciam ao narcotraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía, detido no Brasil. De Sanctis era então juiz da 6ª Vara e promoveu o leilão antecipado desses bens.

Na homenagem, o desembargador adotou tom crítico em discurso: “O País está à deriva. O sistema criminal ruiu com decisões [da justiça] ineficazes”. Segundo ele, os juízes criminais federais estão “perplexos e desestimulados”. Ele atribui esse cenário ao “intenso movimento garantista”, referindo-se a projetos e outras iniciativas, em sua avaliação, não permitem resultados da Justiça Criminal.

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