Skaf usa cover de Alckmin na TV
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Skaf usa cover de Alckmin na TV

Em referência indireta ao tucano, campanha do PMDB veicula inserção em que um candidato à reeleição ouve reclamações de eleitor

Lilian Venturini

26 de setembro de 2014 | 17h14

São Paulo – A campanha do candidato do PMDB ao governo do Estado, Paulo Skaf, veiculou uma peça com um cover do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na abertura do horário eleitoral da TV, exibido na tarde desta sexta-feira, 26. Na inserção, um homem calvo identificado como “candidato”, que tenta a reeleição, conversa com um eleitor que, ao final do diálogo, nega seu voto ao político.

O diálogo ocorre em uma padaria, local frequentemente visitado por políticos na capital para fazer atos de campanha durante as eleições – hábito característico também de Alckmin. O “candidato” cumprimenta outras pessoas e se convida para se sentar na mesa de um rapaz identificado como “eleitor”. “Ô, meu amigo, quanto tempo hein?”, pergunta o candidato. “É verdade, hein? Quatro anos”, responde o eleitor.

Reprodução

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Nesta semana o programa eleitoral de Skaf reduziu os ataques a Alckmin, seu alvo frequente de críticas no horário eleitoral, tanto no rádio quanto na TV. A campanha tucana também centrou os ataques no adversário do PMDB, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto. Alckmin está em primeiro e de acordo com as sondagens recentes teria chances de ser reeleito já no primeiro turno.

A cena exibida nesta sexta dura 1min15 – Skaf tem 5min52 ao todo – e reproduz o discurso usado pela campanha do peemedebista para criticar o tucano. Depois de ouvir as primeiras queixas do eleitor, o cover do candidato tenta argumentar dizendo que já fez “muito” e tem “propostas novas”. “O senhor não me leve a mal, mas eu acho que o senhor já teve a sua oportunidade”, diz o “eleitor”. “O senhor vai me desculpar mas desta vez eu não vou votar no senhor não. Desculpe”, complementa.

Ao final, o cover é deixado sozinha à mesa, com um semblante constrangido. Após a encenação, a campanha do PMDB repetiu trechos do último programa, em que Skaf se pergunta onde estão as pessoas que saíram às ruas durante as manifestações de junho de 2013. “Onde estão eles? Será que cheguei atrasado? Que o sonho acabou? Que a esperança morreu? Sinceramente, espero que não”, diz Skaf.

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