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Skaf estende mandato na Fiesp até 2017

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que se candidatou ao governo estadual neste ano, modificou estatuto da entidade pela segunda vez

Redação

24 de novembro de 2014 | 21h38

Por Valmar Hupsel Filho

Durante a campanha pelo governo de São Paulo este ano, o então candidato do PMDB, Paulo Skaf, apresentou-se como o candidato da mudança. Na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entretanto, a situação é diferente. A instituição da qual é presidente há 10 anos decidiu nesta segunda-feira, 24, estender seu mandato por mais 27 meses.

Em reunião extraordinária na sede da Fiesp, sindicatos filiados votaram por uma alteração no estatuto da federação para permitir a permanência de Skaf e da atual diretoria, cujo mandato terminaria em 27 de setembro de 2015, até dezembro de 2017. Ao final deste prazo, ele terá cumprido um mandato de 13 anos.

A alteração recebeu apoio de 92 sindicatos. Cinco votaram contra. Durante a reunião, foi sugerido que Skaf ficasse no cargo até junho de 2018, mas ele teria dito que ficaria “somente” até dezembro de 2017, segundo um dos presentes.

Esta foi, ao menos, a segunda alteração no estatuto da Fiesp feita para garantir a presença de Skaf na presidência.

Quando ele foi eleito, o mandato de presidente da Fiesp era de três anos. O estatuto então foi alterado para estabelecer o mandato de quatro anos para o presidente e possibilitar uma reeleição.

Skaf tem na presidência da Fiesp sua principal base de atuação política, sobre a qual alicerçou suas candidaturas governo nas duas últimas eleições. Este ano, concorrendo pelo PMDB, obteve quase 4,6 milhões de votos. Nos bastidores, fala-se que ele pretende concorrer à prefeitura de São Paulo em 2016 – ou ao governo em 2018. Ele não quis falar com o Estado.

A versão oficial para a mudança estatutária é que a federação necessita de um presidente com o perfil de Skaf para se preparar diante da perspectiva difícil para a economia brasileira. “Foi uma decisão bastante sólida, estratégica e em benefício da indústria brasileira”, disse o presidente do Siefre (Sindicato da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários, Rodoviários e Duas Rodas), Mássimo Giavina.

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