Site da Secretaria de Segurança de SP chama golpe de 64 de ‘Revolução de Março’
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Site da Secretaria de Segurança de SP chama golpe de 64 de ‘Revolução de Março’

Jennifer Gonzales

27 de janeiro de 2012 | 19h32

A  Secretaria de Segurança Pública de São Paulo retirou do ar página que definia o golpe militar de 1964 como “Revolução de Março”, na linha do tempo que contava a história da Polícia Militar. Segundo o texto do site, a “revolução” foi realizada para combater a política sindicalista de João Goulart. “Força Pública (a Polícia Militar da época) e Guarda Civil puseram-se solidárias ás autoridades e ao povo.

 

 

Esta não é a primeira vez que a Secretaria se envolve em polêmica por referências elogiosas ao golpe de 64 nos sites da Polícia Militar. Em informação já retirada da página que conta a história do 1º Batalhão de Polícia de Choque, da Rota, o órgão se orgulhava por ter participado da “Revolução de 1964”, “quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, apoiando a sociedade e as Forças Armadas, dando início ao regime militar com o Presidente Castelo Branco”.

Em informação ainda constante da página, a Rota se orgulha de ter participado da campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, “para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca, onde o então Tenente Alberto Mendes Júnior, comandando um pelotão desta Unidade, foi vítima de uma emboscada, oferecendo-se em troca da liberdade de seus subordinados, quando foi assassinado, sendo promovido “post mortem” a Capitão, e hoje considerado o herói símbolo do heroísmo e mais um marco histórico da Polícia Militar. ”

Os elogios presentes ao golpe militar em páginas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo renderam uma censura pública da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em agosto de 2011.