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Centrais pedem apoio de Aécio para mínimo de R$ 560

Ricardo Chapola

15 de fevereiro de 2011 | 14h37

Eduardo Bresciani

BRASÍLIA – Antes mesmo de a Câmara votar o novo salário mínimo, as centrais sindicais já começaram a articulação no Senado e pediram nesta terça-feira, 15, o apoio de Aécio Neves (PSDB-MG) ao valor de R$ 560 para este ano. O governo defende R$ 545 e o PSDB insiste em R$ 600.

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Foto: Celso Junior/AE

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT), afirma que ficou acertado o apoio do Aécio ao valor de R$ 560 caso o valor de R$ 600 do PSDB não seja aprovado.

“Fizemos um apelo ao Aécio e ao PSDB para que se pudesse votar os R$ 560,00. Ele disse que vai levar a discussão para a bancada, mas garante que se a proposta do PSDB for derrotada ele votará com as centrais”, afirmou Paulinho.

Paulinho participou de uma reunião pela manhã da bancada de seu partido com o presidente da legenda e ministro do TRabalho, Carlos Lupi. Não houve, porém, acordo sobre qual valor o partido vai defender em plenário. Pressionado pelo Planalto, Lupi tenta fazer com que deputados do partido abandonem a defesa dos R$ 560,00 e embarquem no valor de R$ 545.

Protestos na Câmara

Em outra investida para o reajuste do mínimo, dezenas de sindicalistas iniciaram protestos na Câmara dos Deputados para tentar elevar o valor para além dos R$ 544 propostos pelo governo. A expectativa das centrais é reunir até quarta-feira, dia da votação, cerca de 500 sindicalistas na Casa.

A primeira manifestação aconteceu no Salão Verde da Casa. Com faixas cobrando um reajuste maior os sindicalistas cobram que o mínimo vá para R$ 580,00. Esta proposta já foi abandonada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT), que tenta agora viabilizar o mínimo de R$ 560.

Nas faixas, as centrais cobram de Dilma um aumento maior. “Getúlio, Jango e Lula aumentaram o salário mínimo, e a Dilma?”, questiona uma das faixas.

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