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Serra vê falta de rigor no governo Dilma e acusa ‘estelionato eleitoral’

Jennifer Gonzales

21 de fevereiro de 2011 | 12h00

O ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República, José Serra, afirmou em entrevista ao jornal ‘O Globo’ considerar que o governo está mostrando, com o salário mínimo de R$ 545 “um rigor fiscal que ele absolutamente não tem.”

“O falso rigor esconde a falta de rigor. Por que não começam pelos cortes de cargos comissionados ou dos subsídios, como os que são entregues ao BNDES?”, questionou. O tucano citou também o aumento das despesas de custeio de R$ 282 bilhões em 2010 para R$ 404 bilhões em 2011 como exemplo da falta de rigor.

A consequência desse quadro, de acordo com Serra, seria o estelionato eleitoral. “Quer apostar como vão cancelar muitos dos projetos depois de servirem como instrumento para atrair votos na campanha?”, perguntou. O tucano também acusou o “festival de barganhas” para montar o governo de Dilma Rousseff. “E antes de terminar o segundo mês, ainda tivemos o bloqueio a um salário mínimo melhor, o escândalo de Furnas e a não apuração dos escândalos da Casa Civil.

Serra criticou ainda a “herança maldita” deixada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Gigantesca”, segundo ele, “em razão do descontrole dos gastos, dos maiores juros do mundo, da desindustrialização.”

Serra negou ainda que esteja trabalhando para voltar à presidência do PSDB e disse nem considerar uma questão muito importante para o momento. Negou também que pretenda disputar a Prefeitura de São Paulo em 2012. Sobre uma nova disputa pela presidência em 2014, o tucano afirmou considerar que “ainda está muito longe, e há muitas variáveis ainda imprevisíveis”.

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