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Na Associação Comercial de SP, Serra critica loteamento de cargos no governo

Armando Fávaro

09 de agosto de 2010 | 15h31

André Mascarenhas

O presidenciável do PSDB, José Serra, foi o segundo candidato a debater com jornalistas e empresários no evento “Candidatos à Presidência falam aos empreendedores do Brasil”, organizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

Antes, o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, participou do encontro. Em seguida será a vez da candidata do PV, Marina Silva. A candidata do PT, Dilma Rousseff, não confirmou presença e está no Rio de Janeiro, onde dará entrevista ao Jornal Nacional.

Leia a seguir os principais momentos da entrevista:

16h21 – Sobre a política macroeconômica, Serra volta a criticar a falta de entrosamento entre os diferentes ministérios que cuidam da área, assim como a carga que incide sobre os produtos.

16h16 – Diante de membros da Associação Comercial de São Paulo, Serra promete contratar o ex-presidente da entidade Guilherme Afif Domingos como secretário para a redução da carga tributária. Afif é o candidato a vice de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo. “Nós temos que fazer com que a receita de impostos cresça menos do que a economia”, diz. Segundo Serra, é necessário segurar a carga tributária quando a economia está crescendo. Ele acusa o atual governo de fazer o contrário. “Vocês sabiam que a carga de impostos para o saneamento duplicou?”, questiona. O tucano aproveita para cutucar sua adversária Dilma Rousseff, e cita declaração da petista segundo a qual a carga tributária é adequada no Brasil.

16h14 – Serra é questionado sobre como será sua política de reajuste de salários para os servidores públicos. Ele critica a “institucionalização” da desigualdade entre as remunerações entre as diferentes carreiras.

16h06 – Serra não consegue ouvir as perguntas, por falta de retorno de som no palco. Ele levanta e se posiciona ao lado do entrevistador. Depois de alguma confusão, retoma o discurso sobre ensino técnico e afirma que a criação de empregos pode decorrer tanto da especialização da mão de obra quanto das políticas para promover o desenvolvimento.

16h00 – Serra diz ter duas restrições à política externa do governo Lula. Uma é a questão econômica, que, segundo ele, foi ineficaz para o fechamento de acordos bilaterais com outros países. O segundo ponto citado pelo candidato é a questão dos direitos humanos. “Temos que ser intransigentes”, diz, após afirmar ser favorável à autodeterminação dos povos. “O Brasil tem que defender os direitos humanos no mundo”, diz. Há uma dicotomia, segundo o candidato, uma vez que, na opinião dele, o comércio com governos “supostamente aliados”, como Cuba e Irã, não justificam a amizade com esses governos.

15h57 – “Eu fui vítima grave da dificuldade de fechar uma empresa no País”, disse Serra ao ser questionado sobre o assunto, pela platéia da Associação Comercial. “Eu quero aqui assumir um compromisso com vocês. Nós vamos aqui conseguir fechar logo empresa no Brasil”, afirma, para em seguida fazer a ressalva: “Conseguir fechar e conseguir abrir.”

15h48 – Serra critica o formato do horário eleitoral. “Em 1994 eu propus mudar o formato”,  diz. Em um recado indireto para sua principal adversária, a petista Dilma Rousseff, o tucano afirma que uma mudança no formato, com os candidatos se apresentando, de improviso, para uma câmera, sem marquetagem, poderia facilitar o conhecimento pela população e evitaria “a venda de candidato como iogurte” ou a “ocultação do candidato”. O tucano também manda outro recado indireto: “Quem governa é o candidato, não existe isso de terceirização”, diz, numa referência a idéia de que o presidente Lula poderia estar pro trás de um eventual governo Dilma.

15h44 – Serra diz ser favorável ao voto distrital “puro”, mas admite ser difícil convencer o Congresso a rever a regra pela qual foi eleito. “Isso vai abrir caminho para outras mudanças”, diz. Ele defende que a mudança pode ser proposta no início do governo.

15h42 – “É fundamental despartidarizar toda a máquina governamental”, continua. Serra diz ser impossível não nomear quadros que tenham formação política, mas defende que seja uma decisão do governante, e não dos partidos.

15h37 – “Nós voltamos atrás em termos de uso da máquina governamental”, diz Serra. “Eu tenho dito que o que o Brasil precisa fazer é estatizar as empresas públicas”, continua. O tucano tem citado a situação nos Correios para exemplificar sua tese. “Isso se aplica praticamente ao conjunto do setor público federal”, diz. Serra cita a criação da Anvisa, que, segundo ele, foi criada por sua sugestão durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Hoje a Anvisa está loteada, e serve de estágio para políticos que perderam a eleição”, afirma.

15h33 – Serra inicia sua apresentação elogiando as análises apresentadas pelas associações industriais e comerciais do País.  “Não é um documento corporativista”, diz sobre a análise da conjuntura da Confederação Nacional da Indústria. “Esse documento vai ajudar a governar o Brasil.”

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