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Serra minimiza evolução patrimonial de Palocci: ‘ele deu as explicações necessárias’

Lilian Venturini

16 de maio de 2011 | 20h12

André Mascarenhas, do estadão.com.br

O ex-governador de São Paulo e líder oposicionista José Serra (PSDB) minizou nesta segunda-feira, 16, o crescimento do patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), que em quatro anos multiplicou por 20 os valores de seus bens. De acordo com o tucano, o petista deu “as explicações necessárias” para dissipar a desconfiança causada pela informação.

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“Acho que ele já deu as explicações necessárias. Foram atividades profissionais”, disse Serra após reunir-se com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, na Assembleia Legislativa de São Paulo. No encontro inusitado, os dois adversários políticos discutiram propostas para a reforma política, segundo relato de ambos.

De acordo com o tucano, o assunto agora deverá ser tratado no âmbito da Receita Federal e da Comissão de Ética do governo. “Eu não tenho nenhum papel de investigador a esse respeito. Eu prefiro ver as explicações dele sem prejulgar nada. Acho também normal que uma pessoa tenha rendimentos, quando não está no governo, e que esses rendimentos promovam variação patrimonial. Agora, isso é com a Receita Federal, é dentro do governo, que tem comissões para cuidar disso”, acrescentou o Serra.

O discurso do ex-presidenciável tucano destoa das posições sustentadas pelos partidos de oposição no Congresso Nacional. Nesta segunda, DEM, PSDB e PPS anunciaram que irão apresentar entre esta segunda-feira e terça, 17, requerimentos de convocação de Palocci na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e na Comissão de Finanças e Tributação.

“O ministro precisa justificar sua evolução patrimonial. Muitos petistas tiveram enriquecimento evidente, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente Lula dando palestras milionárias. O governo não pode ser ponte para negócios”, disse o líder do DEM na Câmara, ACM Neto.

Mercadante. O ministro da Ciência e Tecnologia disse nesta segunda ter “muita confiança” de que Palocci esclarecerá a desconfiança criada em torno do caso. “Nós temos muita confiança no Palocci. Ele prestou um grande serviço ao Brasil durante todos esses anos”, afirmou Mercadante ao deixar audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O ministro, no entanto, evitou comentar o teor da denúncia. “Tenho certeza de que isso será esclarecido, porque ele não faria nenhuma atividade que não tivesse amparo legal e respaldo na legislação brasileira”, acrescentou.

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