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No JN, Serra tenta descolar Dilma de Lula e diz que disputa não é sobre o passado

Jennifer Gonzales

11 de agosto de 2010 | 20h25

Jair Stangler

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta quarta-feira, 11, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, tentou descolar sua adversária, Dilma Rousseff (PT) da imagem do presidente Lula. Serra diz não ter medo de enfrentar a alta popularidade de Lula: ‘O Lula fez coisas boas e coisas nem tão boas. A discussão é o que vai acontecer para frente. Nós não estamos fazendo uma disputa sobre o passado’, afirmou o tucano. “Não há presidente que possa governar na garupa, estou focado no futuro”, acrescentou.

Assista à entrevista

Serra ainda foi questionado sobre o envolvimento do PTB, partido que apoia o tucano, no mensalão. “Os personagens principais nem foram do PTB, foram do PT, a denúncia inclusive foi feita pelo Roberto Jefferson. O Roberto Jefferson (presidente do PTB) conhece meu estilo de governar, o PTB está conosco”, respondeu.

A entrevista de Serra ao JN foi a terceira com os principais candidatos à Presidência. Durante a entrevista, o programa atingiu média de 32 pontos no Ibope, o que corresponde a 48% dos televisores ligados da Grande São Paulo.

. Na segunda-feira, 9, foi a vez da candidata do PT, Dilma Rousseff. Na terça, 10, Marina Silva (PV) foi entrevistada .

As entrevistas foram realizadas pelos jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes e tiveram 12 minutos de duração, com 30 segundos de tolerância. Na quinta-feira, 12, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) gravará uma entrevista de 3 minutos na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL). A ordem dos candidatos foi definida em sorteio.

Além do Jornal Nacional, os telejornais Bom Dia Brasil, o Jornal da Globo e o Jornal das Dez – do canal Globonews – também entrevistarão os candidatos.

Veja como foi a entrevista:

20h41 – Palavras finais de Serra: “Eu tenho uma origem humilde. Meus pais eram pobres e eu devo muito a eles. Eles teriam muito orgulho de me ver aqui no Jornal Nacional, é a segunda vez que estou aqui como candidato a Presidência.”

20h38 – Bonner pergunta se Serra pretende levar o modelo de concessão de estradas para o País. Serra cita a alta aprovação das estradas de São Paulo, de 75%, segundo o candidato. De acordo com ele, as estradas federais são “estradas da morte”. “De 2003 para cá foram arrecadados R$ 65 bilhões para melhorar estradas, só R$ 25 bi foram gastos para esse fim”.

20h36 – Serra diz que o nome de Índio da Costa já havia sido pensado há mais tempo, que não foi divulgado porque senão ia ser uma ‘fofocaiada’ e lembrou da atuação do vice na aprovação da Lei da Ficha Limpa.

20h35 – Fátima pergunta a Serra sobre a escolha de Índio da Costa como vice e o chama de centralizador. “Em primeiro lugar, eu não sou centralizador, eu sou cobrador”.

20h33 – Bonner questiona Serra sobre o envolvimento do PTB no mensalão. “Os personagens principais nem foram do PTB, foram do PT, a denúncia inclusive foi feita pelo Roberto Jefferson. O Roberto Jefferson (presidente do PTB) conhece meu estilo de governar, o PTB está conosco. Eu não tenho compromisso com nenhum erro. Eu não faço loteamento de cargo.

20h32 – Serra diz que por isso pretende comparar currículos e lembra sua atuação no Ministério da Saúde, citando a criação dos genéricos. O tucano voltou a criticar o fim dos mutirões.

20h30 – Serra diz não ter medo de enfrentar a alta popularidade de Lula: ‘O Lula fez coisas boas e coisas nem tão boas. A discussão é o que vai acontecer para frente. Nós não estamos fazendo uma disputa sobre o passado’.

20h28 – Questionado sobre o fato de ter elogiado Lula, Serra diz que”‘o Lula não é candidato. A partir de 1º de janeiro, ele não vai mais ser presidente. Não há presidente que possa governar na garupa, estou focado no futuro.”

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