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Senadores da oposição criticam libertação de Battisti

Lilian Venturini

09 de junho de 2011 | 22h14

Agência Brasil

A oposição no Senado criticou a libertação do ex-ativista italiano Cesare Battisti pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador e ex-procurador da República Pedro Taques (PDT-MT) “a decisão é lamentável do ponto de vista de um Estado que se diz democrático de direito, porque nós não vivemos isolados, não somos a Albânia, não somos a Coreia do Norte”.

“Qual a razão de segurarmos este delinquente? É uma afinidade ideológica do governo brasileiro com o delinquente preso? Nem na época da ditadura militar uma decisão do Supremo de extradição foi descumprida”, perguntou o líder do DEM, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que integra a base aliada do governo, disse que a libertação de Battisti pode ser prejudicial não apenas para a imagem exterior do Brasil, mas para a que os próprios brasileiros têm do país. “Para nós brasileiros fica muito triste saber que aqui acaba sendo um refúgio de criminosos ou de bandidos”.

Já o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), defendeu a decisão do STF e do ex-presidente Lula. Segundo ele, não cabe aos senadores questionar as ações dos outros Poderes. “Este é um problema que a Justiça resolveu e não cabe a nós julgar”.

Battisti foi libertado na madrugada desta quinta-feira, 9, depois de permanecer quatro anos na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado na Itália por assassinato. Em 2007 ele foi preso no Brasil e no ano passado, o STF autorizou a sua extradição, mas definiu que o então presidente Lula tinha a prerrogativa da decisão sobre o seu destino. No último dia de seu mandato, o ex-presidente decidiu mantê-lo no país. Na noite de quinta-feira, 8, a Corte referendou a decisão de Lula.

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