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Senado diz que ausência de caso Collor em painel foi opção de historiadores

Lilian Venturini

30 de maio de 2011 | 21h44

Agência Brasil
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social do Senado afirma que a ausência sobre impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) em painel da Casa foi uma opção dos historiadores envolvidos no projeto. Nesta segunda-feira, 30, o “túnel do tempo” do Senado foi reinaugurado pelo presidente da Casa, José Sarneu (PMDB-AP).

“A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional. A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o parlamento como poder republicano”, diz a nota.

A exposição traz os principais episódios da história brasileira, como a abolição da escravatura, o período do Estado Novo e o golpe militar de 1964. O túnel do tempo segue uma ordem cronológica centrado na relação do Senado com os principais fatos da história do Brasil entre 1822 e 1988. A partir daí, no penúltimo painel, passam a ser citados apenas leis e códigos importantes que foram aprovados pela Casa.

Além do impeachment de Collor, outros fatos ligados ao Senado ficaram de fora. É o caso da única cassação de um senador, quando Luís Estêvão perdeu os direitos políticos por oito anos em 2000. Também não são citadas as renúncias de Antônio Carlos Magalhães e de José Roberto Arruda.