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Semana deve definir futuro da campanha presidencial

Camila Tuchlinski

05 de abril de 2010 | 12h27

Fora dos cargos no Executivo, os dois principais adversários na disputa pela presidência da República partem para as campanhas sem as barreiras das funções que exerciam. A candidata petista e ex-ministra Dilma Rousseff  tem encontro marcado com aliados políticos. Participa hoje da posse do presidente do PR, ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, e na quinta-feira se encontrará com o PCdoB.

O PSDB prepara para sábado, em Brasília, o grande evento de lançamento da candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra. O tucano dará a largada com um discurso no qual dará o norte do que pretende para o País, caso seja eleito.

No PSB, está prevista para amanhã mais uma rodada de conversas da cúpula do partido com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para definir o futuro da legenda na disputa eleitoral. O partido esperava, com o fim do prazo de desincompatibilização na semana passada, uma definição mais clara do cenário nacional e nos Estados sobre as possibilidades de candidaturas e alianças partidárias para buscar a posição oficial, sobre o lançamento ou não de Ciro Gomes na disputa presidencial.

O primeiro compromisso de Dilma Rousseff fora do governo será a posse de Alfredo Nascimento como presidente do PR. Pré-candidato ao governo do Amazonas, Nascimento acaba de deixar o ministério dos Transportes e receberá a ex-ministra da Casa Civil como convidada de honra. Nos bastidores da festa, o PT discute com o PR as alianças regionais no Rio de Janeiro e na Bahia.

No Rio, Sérgio Cabral exige atenção exclusiva de Dilma na campanha à reeleição ao governo, enquanto Anthony Garotinho, do PR, em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, também quer um afago da candidata petista.

Na Bahia, o PT nacional tenta convencer o diretório regional a aceitar a aliança do partido com o PR para lançar uma chapa na qual Jacques Wagner seria candidato ao governo, com César Borges disputando o Senado. Ex-carlista, o nome de Borges tem causado constrangimento e indignação do PT baiano, notório inimigo político da família Magalhães.

No campo oposicionista, José Serra começa a traçar a agenda de viagens de campanha que deve começar logo após o anúncio da pré-candidatura, no sábado, em Brasília, durante encontro nacional do PSDB, DEM e PPS.

Tucanos e aliados discutem se Serra deve abrir a temporada de viagens pelo Nordeste, como estratégia para reduzir a vantagem da adversária petista Dilma Rousseff na região, ou se deve intensificar a campanha no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde ele lidera a disputa.

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