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Sem mencionar CPMF, Padilha vê avanço na discussão de financiamento para a Saúde

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

08 de março de 2011 | 16h43

Luciana Nunes Leal

Com o cuidado de não falar na volta da CPMF ou na criação de um novo imposto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “há um clima positivo no Congresso, na base aliada e na oposição, para debater avanços nos mecanismos de gestão, regra estável de financiamentos e recursos crescentes para a saúde”. O ministro afirmou que a origem desses recursos deverá ser discutida entre parlamentares, governos, prefeituras e a sociedade.

Padilha repetiu uma frase que disse ter ouvido de um professor durante um congresso médico: “Os recursos têm de vir nem que seja da Lua, de Marte, do pré-sal, de onde quer que venha. Mas tem que ter recursos crescentes para a saúde”. O ministro disse ter a expectativa de que o Congresso vote ainda este ano a emenda constitucional 29, que fixa regras de limite mínimo de aplicações em recursos para a saúde e de atribuição de municípios, Estados e da União.

Aids. Depois de passar por Recife, Padilha passou o domingo e a segunda-feira e carnaval no Rio divulgando a campanha de prevenção contra a Aids, que este ano tem foco nas mulheres jovens, de 13 a 19 anos. Segundo o ministro, as pesquisas mostram que nesta faixa etária há mais jovens infectadas do que rapazes, principalmente no Norte e no Nordeste. Serão distribuídas durante o carnaval 85 milhões de camisinhas em todo o País.

O Ministério da Saúde também montou tendas para teste rápido de HIV no Rio, Recife, Salvador e São Paulo. O resultado do teste sai em 10 minutos. “Muitas jovens de 13 a 19 anos não tiveram referências da prevenção da Aids de outras gerações. A campanha quer estimular as jovens a exigir a camisinha do parceiro”, afirmou Padilha.

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