Ausente de debate de TVs católicas, Dilma vira alvo de rivais
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Ausente de debate de TVs católicas, Dilma vira alvo de rivais

Jennifer Gonzales

23 de agosto de 2010 | 21h44

André Mascarenhas e Jair Stangler

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Bancada vazia foi o principal destaque do debate

A candidata Dilma Rousseff (PT) não participou do primeiro debate presidencial realizado na noite de hoje pelas TVs Canção Nova e Aparecida, o primeiro realizado por TVs católicas, mas foi o principal alvo dos rivais José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Principal adversário da petista, Serra aproveitou para atribuir a ausência de Dilma a eventual dificuldade que ela teria para explicar o apoio do PT ao polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), fortemente criticado pela Igreja Católica.

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A candidata do PT foi também alvo frequente das estocadas de Plínio. O socialista, que mais uma vez arrancou risos da plateia com suas ironias, usou sua primeira participação no debate para denunciar a adversária, e a certa altura entregou a candidata petista: “Ali naquela cadeira deveria estar a pessoa que deveria estar aqui defendendo o PNDH-3. Sabe o que ela está fazendo? Está tuitando”, disse Plínio em referência a Dilma, arrancando aplausos da plateia.

Ao longo do debate, Marina foi a única que procurou se distanciar da polêmica com Dilma. No entanto, a candidata verde foi pressionada a esclarecer porque defende um plebiscito sobre o aborto apesar da posição contraria à intervenção. Marina disse não ver incoerência na sua postura e pediu que questões polêmicas como essas não seja “satanizadas”.

Apesar dos vínculos históricos com a Igreja Católica, Plínio de Arruda Sampaio defendeu a maioria dos pontos presentes no PNDH-3, dizendo inclusive discordar de posicionamentos da Igreja em certos aspectos. Já o candidato José Serra foi o mais crítico com relação ao PNDH.

Os dois também bateram de frente ao defender mudanças no sistema prisional. Plínio defendeu a proposta de penas não-prisionais. Serra se disse também simpáticos às penas alternativas e defendeu que se construam mais presídios no País. Plínio viu ‘incoerência’ de Serra na proposta.

O candidato socialista voltou a polemizar com Marina, insistindo que a candidata do PV é ‘eco-capitalisata’. A candidata se irritou com a ironia do socialista e afirmou que não é possível esperar pelo socialismo para combater a mudança climática.

Acompanhe os principais momentos do debate:

0h24 – Termina o debate.

0h23 – Serra conclui criticando Dilma: “Lamentável é quem prefere esconder o que pensa. A ausência da Dilma não é por agenda. É por dificuldade de explicar o que pensa.” Serra lembra ainda membros da Igreja Católica que o ajudaram em sua vida e o mediador cortou o microfone de Serra quando ele citava Zilda Arns.

0h20 – Plínio encerra sua participação no debate enfatizando o “sentido de sua candidatura”: “Eu sou contra o capitalismo. A raiz de tudo é o capitalismo”, diz. “Nós precisamos ter a coragem de romper”, continua. Ele faz uma referência critica à “aliança da Igreja com a burguesia”, mas ressalva quea CNBB, na última Campanha da Fraternidade, defendeu esse rompimento. Plínio volta a ironizar a ausência de Dilma: “meus tuiteiros são terríveis. Informaram que Dilma está agora assistindo na TV um show do Pato Fu.”

0h18 – Marina em suas considerações finais, agradece aos organizadores do evento, à plateia, à audiência e afirma que o “Brasil está cada vez mais pronto para surpreender mais uma vez a si mesmo.” E para concluir: “Estamos à beira de um colapso ambiental. Sou candidata para promover a Justiça social e promover a justiça ambiental.”

0h16 – Marina comenta a questão afirmando que o “homem é constituído por várias dimensões”, inclusive a religiosa. “A legislação estabeleceu que deveria ser opcional”, completa Marina. “Eu resolveria cumprindo a Constituição, mostrando que o Estado é laico, mas não é ateu”, completa.

0h12 – Na sessão “como o Sr. resolverá o problema”, a primeira pergunta é sobre como regulamentar a educação religiosa nas escolas. Para Serra, a questão é opcional, de escola para escola. “Acho que é importante para as crianças, para a nossa formação”, diz o tucano. Ele afirma ser “impraticável” levar o ensino para a escola pública, dado que todas as religiões ganhariam na Justiça o direito de ter sua crença ensinada.

00h11 – Serra é questionado se faria plebiscito sobre aborto. “Durante a Assembleia entrou a questão da pena de morte. Um deputado queria fazer um plebiscito. Eu fiz uma frente contra o plebiscito. Não é uma questão do 51 a 49. sobre o aborto penso o mesmo, não faria plebiscito. Sobre o PNDH, era um programa curioso. Aliás, uma das questões pela qual a Dilma não veio é porque não quer se expor. O PNDH queria criminalizar quem é contra o aborto.”

00h08 – Plínio, sobre agricultura, “nós propomos que toda propriedade de mais de mil hectares seja desapropriado, produtivo ou não produtivo, a fim de distribuir terra”, diz Plínio sobre a questão agrária. O candidato do PSOL diz que falta, no debate político, o discurso da ruptura. “O candidato que propõe a ruptura do modelo capitalista é o candidato do PSOL.”

00h04 – Marina é questionada sobre o déficit habitacional no Brasil. “A política habitacional não dá conta do imenso déficit habitacional que existe”, responde a candidata. “Além de não dar conta, ela não pensa em como melhorar a qualidade de vida. Não se pensa em áreas de lazer, áreas verde, tratamento de esgoto. Uma boa parte da população vive às margens de rios e são os que mais sofrem nas enchentes. A política habitacional com o programa ‘Minha Casa Minha Vida’ é uma boa ideia, mas precisa levar em consideração os aspectos ambientais e sociais.”

00h03 – Começa o último bloco. Será feito o sorteio de temas relativos a algum problema do País. Cada candidato terá de responder à pergunta “Como você resolverá o problema?”. A seguir, os candidatos farão as considerações finais.

23h58 – Termina o terceiro e penúltimo bloco.

23h54 – Serra diz ser favorável ao sistema não prisional. “Mas para quem não é perigoso”, e lembra o caso recente acontecido no Distrito Federal, de um homem que foi solto e matou diversos jovens. Reforça que vai combater a violência e construir mais presídios. Plínio diz que é contraditório defender a reforma do sistema carcerário e ao mesmo tempo querer construir mais presídios. Serra diz que não há contradição entre defender penas alternativas e construir mais presídios. “Há uma superpopulação nos presídios, é realmente um tratamento desumano. No caso dos criminosos perigosos, precisa fazer o exame criminológico, suspenso no atual governo.”

23h50 – A Pastoral Carcerária é a terceira a perguntar. O representante questiona se Plínio pensa em criar alternativas ao sistema carcerário atual. “Eu sei que há um movimento moderno muito importante de fazer a pena não prisional”, diz Plínio, que lembra ter aprendido na universidade de Direito que lugar de criminoso é na cadeia. Ele também critica as cadeias brasileiras. “Mas o que pode substituir (a prisão) é uma sociedade mais justa, uma sociedade não capitalista.”

23h47 – Plínio, em sua resposta, defende o PNDH-3. “Não consigo entender a leitura que foi feita. Há a defesa dos direitos humanos. O direito humano é a defesa da pessoa independente do que ela fez. Realmente não entendeo a leitura que a Pastoral fez.” Para Marina completa seu tempo defendendo a família. Plínio em sua tréplica: “Ali naquela cadeira deveria estar a pessoa que deveria estar aqui defendendo o PNDH-3. Sabe o que ela está fazendo? Está tuitando”, diz Plínio em referência a Dilma, arrancando aplausos e risos.

23h43 – A segunda entidade sorteada para perguntar é a Pastoral Familiar, que questiona Marina sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), do governo federal. “O PNDH-3 não é uma novidade”, diz a candidata, citando o governo de Fernando Henrique Cardoso. “O problema agora é que fizeram uma espécie de panaceia de tudo aquilo que não foi tratado durante oito anos”, diz Marina. Segundo ela, a diferença é que o governo FHC não aprofundou as questões como fez o governo Lula. Marina defende ainda o papel da família.

23h59 – Marina responde que é preciso questionar “Que país é esse em que a gente não dá igualdade para o nosso jovem? Um jovem que não foi tratado na maioria das vezes como precisava, um jovem que não teve uma casa, não teve uma escola, e a gente está dizendo: fique na cadeia. Minha posição é contrária. Os jovens tem que ser tratados, não é colocando na cadeia que nós vamos conseguir que sejam melhores.” Serra cita atividades culturais como uma maneira de melhorar a autoestima dos jovens. Marina lembra que mesmo em Estados importantes, como RJ, SP, ainda estamos muito aquém em Educação.

23h35 – Pastoral do Menor é a sorteada para fazer a primeira pergunta do 3º bloco. O entrevistador aborda a questão da redução da maioridade penal, em pergunta ao candidato José Serra. “Eu sou contra o rebaixamento, porque não resolve”, diz o candidato. Ele ressalta defender uma mudança na lei para que os menores fiquem retidos por maior tempo no caso de crimes hediondos. “Sou contra o rebaixamento da idade, mas sou à favor de que menores, que são realmente assassinos, possam ficar mais tempo retidos, até com vistas a tratamentos psiquiátricos”.

23h35 – Começa o terceiro bloco. Membros de pastorais e movimentos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) serão os autores das perguntas.

23h30 – Terminou o segundo bloco.

23h29 – “Eu vi de tudo no Congresso”, afirma, para em seguida lembrar que foi favorável à reforma proposta pelo governo FHC. Serra encerra sua participação no bloco citando a pergunta anterior, sobre a segurança. Ele defende a criação de um Ministério da Segurança.

23h26 – “Eu nunca fiz nenhum tipo de discriminação”, comenta Serra, que lembra ter contado com a contribuição de técnicos petistas em sua passagem pelo Ministério da Saúde. “Na minha passagem pelo ministério eu acabei com o loteamento político”, completa. Em sua réplica, Marina defende a reforma política.

23h24 – Pergunta para Marina. A senhora acredita que é possível votar sem troca de favores. “Acredito tanto que se não acreditasse não estaria aqui”. “Se ganhar, não tenho problema em governar com os melhores do PV, do PT, do PMDB e até do PSOL. O que resolve as coisas é ter coerência.”

23h23 – Plínio retruca e diz que Marina é “eco-capitalista”, enquanto ele é um “eco-socialista.” Marina critica a postura de Plínio e ironiza a reação do público, que “ri das piadas que você conta”. Ela afirma que continuará pautada pelos seus princípios, e não pelas provocações do candidato do PSOL e ganha aplausos da plateia. Para ela, não é possível esperar pelo socialismo para combater a mudança climática.

23h21 – “Eu defendo um modelo de desenvolvimento diferente. Acho que temos que apostar numa nova postura de mundo, de país, a qual chamamos de desenvolvimento sustentável”, comenta Marina. Na resposta, a candidata do PV diz que capitalistas e socialistas são idênticos no trato da natureza.

23h20 – Pergunta para o Plínio: O senhor ainda acredita no socialismo radical? “Não está ainda posta a ruptura socialista”, responde. “O que nós propomos são soluções para os problemas atuais do País. O que nós propomos vai conduzir à questão do socialismo democrático. E é isso que eu vou levantar nessa eleição, e é isso que não querem ouvir.”

23h17 – O tucano garante que utilizaria os R$ 45 bilhões do trem-bala para construir metros em várias capitais do País.

23h15 – Plínio diz concordar com Serra sobre o trem-bala. “Ou ele é inteiramente público, para não discriminar entre o rico e o pobre. Agora, transposição não. Transposição é entregar o nordeste ao agronegócio. E Belo Monte é a bolsa-empreiteira”, ironiza, provocando gargalhadas na plateia. Serra concorda com Plínio sobre a o “bolsa-empreiteira”.

23h13 – José Maria Mayrink, do ‘Estado de S.Paulo’, pergunta sobre o que Serra fará com relação ao Trem-Bala, à transposição do São Francisco e às hidrelétricas. Serra começa falando sobre o Trem-Bala. “Se for pago pela iniciativa privada, pode ser. Se for pago com o dinheiro do povo brasileiro, nesse aspecto não dá não. São R$ 45 bilhões. A própria empresa é que vai definir o trajeto. E, se não tiver passageiro, é o BNDES que vai pagar.”

23h11 – Marina, por sua vez, também critica a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública, o qual chama de “puxadinho”. Para ela, a invasão de um hotel por traficantes na zona sul do Rio de Janeiro foi uma denúncia de que a política de pacificação do governo carioca não funciona.

23h09 – No comentário da resposta sobre violência, Plínio aproveita para responder à questão das pesquisas. “Se eu fosse técnico de futebol, eu já teria sido demitido”, diz sobre seus resultados nas pesquisas. Sobre a questão da violência, Plínio defende teto e terra para amenizar os problemas sociais. “O que acaba com a violência é cidadania”, diz.

23h08 – Marina é perguntada sobre o problema da segurança no Brasil. “Os policiais não são bem remunerados. Tem que ter ação enérgica contra o tráfico de drogas, trabalho integrado com governo federal, governo estadual. O tráfico acaba com a vida de jovens. As UPPs são uma boa ideia, mas tem que ter uma ideia mais abrangente. Precisa ter o combate à violência, mas precisa ter prevenção, cultura de paz.”

23h06 – Serra, na sua réplica, nega que fique nervoso com os resultados das pesquisas, e admite que é “humano comemorar quando sobe nas pesquisas”. Para encerra a questão, Marina cita os problemas da educação no País.

23h04 – “Toda vez que os colegas da imprensa me perguntam sobre as pesquisas, eu respondo que não entendo porque o Serra e a Dilma ficam tão nervosos com essa história de pesquisa”, diz Marina no comentário sobre a pergunta. “Eu olho com as pesquisas com respeito, não fico brigando com elas, mas continuo.”

23h03 – Perguntado sobre as pesquisas que dão vantagem a Dilma, Serra diz que a pesquisa que vale é a da urna. “Pesquisa é um indicador, jornalista e político são fascinados por ela. Eu nunca tive tão disposto, tanta convicção de que posso fazer coisas boas pelo País, coisas boas para as pessoas. Confiante daquilo que eu vejo nas ruas, daquilo que chega para nós das pessoas.” 

23h01 – Plínio, ainda sobre controle de mídia: “Nesse ponto nós discordamos totalmente, Serra. Precisamos de um conselho  que diga: “A sua programação é uma vergonha. Os senhores estão criminalizando o MST.” Serra: “Quem vai definir este conselho? O PT? Eles que vão dizer o que vale e o que não vale? Não tem saída aí para sair da ditadura, da intimidação.”

22h58 – “Eu não discuto as intenções do Plínio, mas acho muito perigoso as ideais do controle social”, diz Serra sobre o controle social dos meios de comunicação. O tucano cita o aparelhamento das entidades representativas da sociedade por membros do PT. Serra cita ainda a assinatura, por Dilma, do programa de governo do PT.

22h57 – Jornalista questiona Plínio sobre proposta de acabar com propriedade cruzada da mídia. “Uma coisa é o controle dos meios de comunicação, outra coisa é a censura”, responde o candidato. “O Estado não censura, mas sete ou seis proprietários censuram. Eu estou sendo censurado. As televisões erotizam e depois vem falar em censura.”

22h53 – “É fundamental que tenhamos campanhas de transmissão”, diz Marina ao comentar a resposta de Serra. “Essa é uma opção que as pessoas podem fazer, e que a fé as famílias podem orientar”, continua. “A minha posição vai ser sempre à favor da vida.” Na sua tréplica, Serra volta ao programa anti-Aids criado durante sua passagem pelo Ministério da Saúde. Marina encerra sua posição sobre o assunto.

22h53 – Perguntado sobre se concorda com a castidade como meio de controlar as DSTs, Serra lembra seu trabalho de prevenção no Ministério da Saúde para controlar as DSTs e a Aids. Serra diz que vai continuar trabalhando contra o sexo precoce e pelo monoganismo.

22h49 – Na réplica, Marina continua sua resposta. “Quem é que protege a vida que está ali?”, questiona a candidata em reação às asserções de Plínio, que citou as mortes de mulheres que interrompem a gravidez de forma ilegal. Marina diz que o que está em debate é a vida das “100 mil mulheres” e também a vida que são ceifadas com essas 100 mil mulheres”. “Acho que o debate deve fazer o debate, com transparência, e eu jamais vou deixar de colocar o meu ponto de vista.”

22h47 – Plínio opta por ler sua posição sobre o aborto. Ele diz ser pessoalmente contra o aborto, mas argumenta que o aborto é uma questão de saúde público.

22h46 – Marina é perguntada sobre o aborto. “Sou contra o aborto. O problema é que essa é uma questão filosófica, moral e também política. Precisamos debater o assunto. O Congresso pode decidir o assunto sem debater com a sociedade. É por isso que eu defendo o debate, para que aqueles que como eu tem uma posição contrária e aqueles que tem uma opinião a favor.”

22h45 – Serra fecha o bloco da pergunta: “Que uma religião não aceite a pratica do homossexualismo é uma coisa. Outra é a questão social, a pratica da violência.”

22h41 – “Eu acredito que a questão da preferência sexual não pode ser objeto de discriminação”, diz Serra, que concorda com Plínio quanto a liberdade dos religiosos em pregarem contra o homossexualismo.

22h43 – Réplica de Plínio: “o princípio de que não se deve humilhar uma pessoa por causa de sua opção sexual. Nenhum de vocês duvida da minha fé. Tenho 60 anos de militância. Se houver uma restrição para que qualquer religião critique (o homossexualismo), sou contra”, afirma o candidato socialista”

22h40 – Jornalista Rafael Leal, da Canção Nova, pergunta para Plínio sobre projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia. “Já me manifestei favoravelmente. Sou contra toda e qualquer forma de discriminação. Eu não aceito que nós cristão não possamos dizer que isto é um erro. Agora, a pessoa não pode ser humilhada por causa das suas opções”, responde Plínio.

22h38 – Começa o segundo bloco. Ss perguntas serão formuladas por três jornalistas convidados pelas emissoras.

22h35 – No primeiro intervalo comercial da atração, Geraldo Alckmin aproveita para cumprimentar religiosos e políticos presentes. Um dos responsáveis por lançar na vida pública Gabriel Chalita, que foi seu secretário de educação, Alckmin é frio ao cumprimentá-lo. No fim do ano passado, Chalita deixou o PSDB para ingressar no PSB, partido pelo qual disputa o cargo de deputado federal.

22h34 – Termina o primeiro bloco.

22h32 – Serra sorri ao ver que o tema de sua pergunta sorteada é “economia”.  Em sua resposta, o candidato ressalva que, muitas vezes, é mais fácil responder perguntas sobre as quais não domina o assunto. Serra usa a resposta para bater na tecla do “tripé maligno”, com os “maiores juros do mundo, talvez do universo”, os baixos índices de investimento público e a alta carga tributária.


22h28 – Plínio é perguntado sobre símbolos religiosos em lugares públicos. “Esta é uma República laica. Aqui existe em Deus que acredita e existe gente que não acredita. Não há necessidade da Igreja insistir que os prédios públicos tenham símbolos religiosos. Isso deve ser restrito aos templos religiosos, às casas. No Congresso, tenho a impressão que Cristo deve pensar ‘ai meu Deus, não gostaria de estar aqui’ para ver essa canalhada'”, responde Plínio, gerando um murmúrio ao final de sua resposta.

22h26 – Marina defende a reforma agrária na primeira pergunta sorteada do debate. Segundo ela, é necessário que a distribuição dos lotes sejam de acordo com a necessidade de quem ocupa a terra. “Acho que nós temos que agradecer à contribuição que a Igreja tem dado através da Pastoral da Terra”, diz a candidata verde.

22h23 – “Eu sempre digo que é fundamental que as pessoas compareçam a todos os debates”, diz Marina. Para ela, “do ponto de vista do Estado laico não (é importante acreidar em Deus)”. Mas ela ressalva que para um governante é altamente valoroso acreditar em um ser superior. “É um delta a mais”, diz. E completa: “Deus é generoso até com quem não acredita nele”.

22h21 – Plínio deixa para mais tarde a resposta a sua pergunta e critica a ausência de Dilma: “Dos quatro candidatos tem uma que não poderia deixar de estar aqui. O meio cristão sabe muito bem quem é o José Serra, quem é a Marina. E eu, eu acho que nenhum dos bispos ignore quem eu seja. No entando essa senhora, que ninguém sabe quem é, some, foge do debate, de questões que poderiam tirar voto. Olha, dona Dilma, a sra. deveria estar aqui”. O candidato é muito aplaudido.

22h18 – “Eu acho bom que o presidente da República acredite em Deus”, diz Serra ao responder a primeira pergunta do debate, sobre a necessidade, ou não, da crença em Deus pelo presidente brasileiro. “Eu acredito que a religião e a crença em Deus nos aproxima nos valores”, diz o tucano. “Eu vejo a vida publica assim. Eu estou na vida publica não pra curtir as benesses do poder, mas para cuidar das

22h17 – No primeiro bloco os candidatos respondem a uma pergunta comum. A primeira pergunta é: O presidente da República precisa acreditar em Deus? Isso influi na maneira de governar o País?

22h14 – Começa o debate. O mediador, padre Antônio Cesar Moreira Miguel, que é jornalista e dirige a TV Aparecida,  faz a introdução do evento. No estúdio há um púlpito para a candidata do PT, Dilma Rousseff, que permanece vazio. Ela alegou motivos de agenda para cancelar a presença. Um princípio de vaia é ouvido quando o moderador do debate cita sua ausência.

22h09 – Serra chega ao estúdio e é aplaudido. O candidato do PSDB ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, entra na plateia no mesmo momento que Serra.

22h07 – Ao contrário do primeiro debate presidencial, realizado pela TV Bandeirantes no último dia 5, praticamente não há presença de políticos aliados dos presidenciáveis na plateia. Com exceção do vereador Gabriel Chalita (PSB) e do deputado Ivan Valente (Psol), a plateia é formada, em sua maioria, por religiosos, membros das pastorais e jornalistas. Para Valente, no entanto, o contato direto com o público católico é “mais do que válido”. Ele defendeu a proximidade entre as bandeiras do seu partido, o PSOL, e as defendidas pelas pastorais ligadas à Igreja Católica. “São propostas que se ligam diretamente com as necessidades do povo pobre disse”, para em seguida minimizar eventuais divergências em aspectos caros à Igreja, como o aborto. “Somos à favor da descriminalização do aborto porque nenhuma mulher é à favor do aborto. A questão é que política de Estado vamos aplicar”, disse o deputado, que defende a intervenção nos casos em que há violência ou risco para a mulher.

22h – Os candidatos começam a entrar no estúdio. Plínio e Marina são os primeiros a chegar. Serra ainda não apareceu.

21h50 – Marina, Serra e Plínio já se encontram no campus da Faculdade Santa Marcelina, onde o debate será realizado.

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