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Secretário da Casa Civil de Alckmin pede ‘participação maior’ da União nos investimentos do Estado

Armando Fávaro

01 de janeiro de 2011 | 18h48

André Mascarenhas

O novo secretário da Casa Civil de São Paulo, Sidney Beraldo, cobrou hoje, após a posse do governador Geraldo Alckmin, uma colaboração maior do governo federal com os projetos do governo do Estado. Segundo ele, a nova administração apostará no bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff nos projetos de interesse dos “brasileiros de São Paulo”, mas garantiu que isso não diminuirá o papel do PSDB na oposição.

Alckmin assume mandato em SP pregando cooperação com governo federal

Coordenador do processo de transição do governo de Alberto Goldman para o de Alckmin, Beraldo especificou em que áreas a nova administração espera uma maior sinergia com a União. “Temos investimentos importantes no Rodoanel, em transporte de massa, no metrô, na CPTM, na área da Saúde. Nós precisamos ampliar os nossos investimentos e receber mais recursos, uma participação maior do governo federal”, disse.

O caminho, explicou, começou a ser trilhado logo após a eleição. “Nós vamos fazer todo o esforço para que possamos ter uma boa relação. O governador Geraldo Alckmin, logo após a eleição da Dilma, ligou para ela já manifestando o desejo de manter uma boa relação em tudo aquilo que interessa à população e ao governo de São Paulo.”

Beraldo também adiantou que Alckmin apostará na aproximação com outros governadores para pressionar o governo federal a rever as regras de correção da dívida dos Estados. “O governador vai trabalhar sem stress, como ele mesmo diz, para que a gente possa envolver outros governadores na discussão do indexador da dívida dos Estados. Sem dúvida, esse indexador acaba sangrando recursos que poderiam estar sendo utilizados para investimentos no Estado de São Paulo”, disse, numa referência à utilização do IGP-DI, acrescido de 6% de juros.

Governadores da oposição e da situação reclamam que o índice de inflação é extremamente afetado por variações na taxa de câmbio e no preço das commodities no mercado internacional.

Oposição. O auxiliar de Geraldo Alckmin procurou, no entanto, ressaltar que o espírito de aproximação com o governo federal não diminui o papel do PSDB como principal partido de oposição ao governo Dilma.

“Nós somos oposição. Um partido de oposição. E é importante que a gente tenha oposição. Quem ganha governa, quem perde  faz oposição”, sublinhou. “Mas isso compete ao partido, aos parlamentares. O governador, quando vai numa reunião de partido, manifesta as suas posições políticas. Mas naquilo que se refere a administração e ao interesse público, desenvolvimento de programas, investimento, o nosso desejo é manter a melhor relação possível”, concluiu.

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