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‘Se o STJ anulou é porque porque as provas eram nulas’, afirma Dirceu sobre ação contra filho de Sarney

Jennifer Gonzales

19 Setembro 2011 | 23h38

Jair Stangler, do Estadão.com.br

O ex-ministro Jose Dirceu comentou nesta segunda-feira, 19, a anulação das provas da operação Boi Barrica, da Policia Federal, que implicava Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, Jose Sarney. Segundo Dirceu, “se o Superior Tribunal de Justica anulou é porque eram nulas.”

“O que precisa é ao formar provas e ao buscar provas, se manter dentro da lei”, disse ainda. “Já houve problema da Satiagraha também. O agente público, seja investigador, seja quem preside o inquérito, tem de se ater a lei. Provas que infringem os dispositivos legais são nulas. Eu não conheço o processo, não posso afirmar no caso específico, desse processo do Maranhão. O caso da Satiagraha eu conheço. Eu acompanhei e sei que muitas das provas são nulas. Mas o STJ é um tribunal bastante representativo, tem jurisprudencia bastante consolidada sobre essas questões. De qualquer forma cabe recurso ainda, Ministério Público deve recorrer”, declarou.

Para ele, o caso do filho de Sarney não tem relacao com o seu – Dirceu é acusado de ser o mandante no caso do mensalão. “Meu caso é falta de provas, ausência de provas. É só ler as minhas alegações e as alegações do procurador e comparar”, concluiu.

Dirceu partcipou nesta segunda-feira, 19, do lançamento do site Brado Retumbante, idealizado pelo jornalista Paulo Markun. Também estiveram presentes ao evento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo (PR), o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a senadora Marta Suplicy (PT), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o ex-locutor Osmar Santos, entre outros.

Boi Barrica. No caso da Boi Barrica, os ministros da 6.ª Turma do tribunal consideraram ilegais interceptações telefônicas feitas durante as investigações, o que no entender do STJ contamina as provas contra os réus, entre os quais Fernando Sarney, acusado de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Revelações sobre a Boi Barrica, feitas pelo Estado de S. Paulo, em 2009, levaram a Justiça a decretar censura ao jornal, acolhendo pedido do empresário Fernando Sarney, filho do senador.