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Saída de Palocci é a mais rápida a sair desde 1º mandato de FHC

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

03 de junho de 2011 | 19h57

A saída do ministro Antonio Palocci do governo de Dilma Rousseff bate o recorde dos primeiros mandatos de Fernando Henrique Cardoso e Lula como ministro mais a rápido a sair de uma pasta. Questionado por suspeitas de enriquecimento ilícito, o ministro chefe da Casa Civil fica apenas pouco mais de cinco meses no governo. Em processo de fritura pelo seu próprio partido, o PT – agravado pela demora em dar esclarecimentos ao público sobre sua evolução patrimonial -, Palocci é também o ministro de maior importância a deixar um governo tão rápido.

No primeiro mandato de FHC (1995-2002), o titular da pasta da Aeronáutica (hoje englobada pelo Ministério da Defesa) Mauro Jose Miranda Gandra foi o primeiro a abandonar o barco, em 21 de novembro de 1995, quase onze meses  depois de assumir. Já no primeiro mandato de Lula (2003-2010), Miro Teixeira saiu após completar um ano de serviços prestados à frente do Ministério das Comunicações – em janeiro de 2004, Lula promoveria sua primeira reforma ministerial exonerando outros nomes, como Benedita da Silva, então à frente da Secretaria de Assistência e Promoção Social.

A saída de Palocci só não é mais rápida que a de ministros dos governos de Itamar Franco (1992-1994) e Fernando Collor (1990-1992). Na gestão de Collor, Joaquim Roriz – ex-governador do Distrito Federal – foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária por tão somente duas semanas. Com o ipeachment de Collor no fim de 1992, Itamar assumiu em um cenário conturbado de inflação galopante, que parecia incontrolável. Gustavo Krause, que foi nomeado justamente para o Ministério da Fazenda, ficou no cargo por apenas dois meses.

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