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Saída de Palocci era ‘previsível’, diz presidente do PSDB

Lilian Venturini

07 de junho de 2011 | 18h22

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse nesta terça-feira, 7, que a saída do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, era previsível. “Eu acho que na medida em que ele não esclareceu isso no primeiro momento, ele não tinha outra saída”, afirmou, referindo-se às denúncias sobre a multiplicação do patrimônio de Palocci nos últimos anos. “É uma forma de demonstração de que o País está vivo”.

Segundo Guerra, o PSDB deve continuar a pedir esclarecimentos sobre as denúncias contra Palocci. “É a notícia que deveria acontecer.”

Palocci entregou seu pedido de afastamento do cargo nesta tarde. Nesta segunda-feira, 6, a Procuradoria-Geral da União arquivou as representações com pedidos de investigação sobre a evolução do patrimônio do ministro por considerar que não havia ilegalidades.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), disse que a queda do ministro está alinhada com o que o partido entendia como saída para a crise no governo. De acordo com ele, a situação de Palocci ficou “insustentável” após sua tentativa de dar explicações às denúncias em entrevista na última sexta-feira ao Jornal Nacional, da TV Globo. “A corrosão da crise Palocci atingiu todo o governo. Uma hemorragia que não foi estancada em nenhum momento”, afirmou o líder tucano. “Da nossa parte, [a queda] era esperada”, completou.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) avaliou o anúncio da saída como a “decisão mais sensata”. “Os fatos revelados pelas reportagens, a fragilidade da defesa, o longo silêncio, tudo isso minou a autoridade política dele no cargo”, afirmou o senador. “Foi a decisão mais correta.”

Mesmo com a saída de Palocci, Aloysio também defende a apuração das denúncias sobre a evolução patrimonial do agora ex-ministro. “Eu acho que é preciso, sim, apurar exatamente o que aconteceu.”

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