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Saída de Marina era o desenlace que presidente do PV desejava

Jennifer Gonzales

04 de julho de 2011 | 18h24

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

O grupo político da ex-senadora Marina Silva aguardou até o final da semana passada algum aceno, algum sinal de disposição para a negociação do presidente do PV, o deputado federal Jose Luiz Penna (SP). Mas ele se manteve imóvel, aguardando em que a ex-senadora arrumasse as malas e fosse embora.

Para Penna, a partida de Marina, que saiu da eleição passada com quase vinte milhões de votos, é mais confortável que a permanência. Ele deixou isso claro dias atrás, quando integrantes da direção do partido, próximos a ele atacaram a ex-senadora tanto publicamente quanto no interior do partido, especialmente em redes sociais da internet. Dianta de possibilidade de se apresentar como mediador, preferiu o silêncio. Deixou a fogueira verde arder. Foi a gota dágua para integrantes do grupo de Marina que ainda acreditavam em algum tipo de acordo interno.

Com o desenlace final (anunciado para quinta-feira, quando Marina oficializa seu desligamento), o deputado paulista volta a conduzir o PV ao seu estilo, como faz há 12 anos. Segue ao lado do deputado Zequinha Sarney (PV) e cada vez mais sob a influência política do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, atualmente sem partido.

Marina perde a legenda, mas não o patrimônio político construído ao longo de décadas. Na semana passada quando o poderoso Partido Verde da Alemanha organizou um congresso para discutir o futuro, do ponto de vista político e ambiental, o convidado brasileiro não foi o presidente do PV do Brasil. Quem falou em Berlim em nome dos verdes brasileiros foi a ex-senadora.

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