Em sabatina no ‘Estado’, Russomanno diz que não se considera herdeiro de Paulo Maluf
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Em sabatina no ‘Estado’, Russomanno diz que não se considera herdeiro de Paulo Maluf

Jennifer Gonzales

02 de setembro de 2010 | 16h52

Jair Stangler

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O candidato do PP ao governo de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou nesta quinta-feira, 2,  que não se considera herdeiro de Paulo Maluf e que tem luz própria.  O deputado participou foi sabatinado pelos jornalistas Felipe Machado, André Mascarenhas e Moacir Assunção na TV Estadão.

O candidato, aliás, se mostrou um pouco incomodado pelo fato de ter de responder a tantas questões sobre Maluf, que é seu colega de partido e teve sua candidatura para reeleição à Câmara cassada pelo TRE-SP.

Perguntado sobre a relação com o deputado Paulo Maluf (PP), que tem condenação e teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, Russomanno diz que há várias coisas boas feitas pelo Maluf e os problemas dele com a Justiça é a Justiça que tem de decidir.

“A constituição é muito clara. Ninguém é condenado enquanto cabem recursos. Mas isso aí é o Judiciário que tem de responder, até para eu parar de ter de responder”, disse. Russomanno afirma, por outro lado, que a Lei da Ficha Limpa deveria ser até mais dura.

Russomanno prometeu ainda romper o contrato com as empresas que estão cobrando pedágio em São Paulo e que vai pagar a multa. Também criticou o ritmo das obras do Metrô em São Paulo. “500 metros de Metrô por ano, 8 km de Metrô por 16 anos é brincadeira”, afirmou.

Disse ainda que irá fiscalizar o transporte público da capital se for eleito. “Transporte público tem de ser de qualidade. As pessoas andam penduradas, andam como sardinha dentro de uma lata. Mas tudo bem, como é transporte coletivo, é empresa de ônibus com quem a Prefeitura tem acordo… É da Prefeitura? É. Mas o Estado pode fiscalizar. E eu vou fiscalizar. Vou multar o município com multas pesadas até resolver o problema do transporte coletivo.”

O candidato falou ainda sobre o problema dos precatórios em São Paulo. Disse que “o candidato do governo mente descaradamente” quando diz que o Estado não tem mais dívidas. “A pessoa que acionou o Estado, que ganhou ação, não recebe. Ficou aí. R$ 20 bilhões. Eu vou pagar os precatórios. Tem uma quantidade imensa de empresários devendo ICMS. Só que vai rolando e cai nos perdidos. O Fórum de Execuções de São Paulo não tem condições de cobrar”, declarou.

Veja como foi:

17h56 – “Não tenho compromisso com o governo federal, tenho compromisso para o Estado de São Paulo. Conheço os números, posso falar de números. Mas isso não importa. O que importa é se você está bem. Quero saber de você, se os serviços públicos estão funcionando. Vou ter uma central telefônica no gabinete do governador para atender reclamações. Tratar de gente como gente, e não como números.” Com isso, Russomanno encerra sua participação na sabatina.

17h53 – Sobre o vazamento de sigilo da filha do Serra, diz que “essas coisas acontecem em todas as campanhas” e que seu sigilo já está aberto. “Acho triste isso. Eu derrubei um projeto que previa levantar a vida da pessoa e quebrar o sigilo dela. Você põe em risco a vida da pessoa quando começa a declarar o que ela tem. Quem fez isso tem de pagar, tem de pagar com cadeia.”

17h50 – Sobre precatórios, Russomanno diz que “candidato do governo mente descaradamente” quando diz que o Estado não tem mais dívidas. “A pessoa que acionou o Estado, que ganhou ação, não recebe. Ficou aí. R$ 20 bilhões. Eu vou pagar os precatórios. Tem uma quantidade imensa de empresários devendo ICMS. Só que vai rolando e cai nos perdidos. O Fórum de Execuções de SP não tem condições de cobrar.”

17h48 – Russomanno diz que vai baixar impostos para não perder empresas e critica a falta de infraestrutura.

17h37 – “Respeito os ambientalistas, mas nós temos de nos desenvolver também. Se faz meio-ambiente com contrapartida.”

17h46 – Russomanno diz que decidiu concorrer ao governo porque “o governador é quem tem a caneta na mão, é quem pode de fato fazer”

17h45 – Russomanno diz que não sabia do site da Ficha Limpa, e que vai se informar melhor e poderá se inscrever no site.

17h43 – Russomanno defende que o trem-bala tenha paradas no caminho. E promete levar a a Ayrton Senna à divisa com o Rio de Janeiro.

17h41 – “Tem de ter vontade de fazer. Agora, se deixar do jeito que está… Fizeram 500 metros de Metrô por ano, 8 km de Metrô por 16 anos é brincadeira”

17h40 – Russomanno diz que pretende levar o Metrô não só para Guarulhos. “As pessoas demoram 2h30 para sair de Guarulhos e chegar a SP.”

17h37 – “Transporte público tem de ser de qualidade. As pessoas precisam andar penduradas, as pessoas andam como sardinha dentro de uma lata. Mas tudo bem, como é transporte coletivo, é empresa de ônibus com quem a Prefeitura tem acordo… É da Prefeitura? É. Mas o Estado pode fiscalizar. E eu vou fiscalizar. Vou multar o município com multas pesadas até resolver o problema do transporte coletivo.”

17h36 – Russomanno critica a existência de pedágio no Rodoanel. “Um caminhoneiro me disse: ‘R$ 10 é o meu almoço. Eu vou deixar de almoçar ou vou passar por dentro de São Paulo?'”

17h35 – “Eu vou romper o contrato com as empresas que estão cobrando pedágio hoje em São Paulo, e vou pagar multa”, promete Russomanno.

17h34 – “Perguntaram se eu queria sigilo no processo, eu disse não, porque a minha vida é aberta.”

17h32 – Questionado sobre processo em que é acusado por ex-funcionária, deputado diz que uma juíza do Trabalho entendeu errado, que houve desvio de função e que espera que o caso seja julgado o mais rápido possível.

17h29 – Russomanno diz que meio-ambiente tem de ser preservado e diz que queimadas acontecem por causa da seca. Critica o tratamento do lixo, que não é separado e é aterrado. Diz que pretende trazer modelos da Europa que não queima, mas torra lixo sem deixar resíduo. E fala em usar conscientização. “Quando as pessoas tem a cidadania do meio-ambiente, todo mundo cuida um pouquinho e chama a atenção de quem não tem cuidado.”

17h27 – “No fim de semana, nós vamos entregar a escola para a comunidade, nós vamos ter curso de corte e costura, curso de culinária. Hoje, está tudo quebrado, depredado. O Estado paralelo toma conta do Estado e o Estado fica inerte e não faz nada?”

17h26 – Russomanno diz que pretende recontratar policiais na reserva e para fazer patrulha nas escolas. “O Rio Grande do Sul fez isso e acabou com a droga na escola”

17h22 – Russomanno pergunta se o jornalista sabe o que se dizia antigamente quando alguém casava com uma professora, Felipe Machado diz que lembra uma frase de Maluf. Russomano diz que na década de 1970, se alguém casava com professora se dizia “deu o golpe do baú”.

17h20 – Perguntado sobre o fraco desempenho nas pesquisas, Russomanno lembra casos de virada e diz que “a campanha para uma massa de 42 milhões de pessoas, que é a população de SP, começou agora.”

17h19 – “Não sei qual a estratégia de um lado ou do outro lado, a minha é mostrar o que farei como governador.”

17h17 – “Eu não critico ninguém. Eu falo dos problemas que tem no governo. Eu não tenho culpa se o candidato do governo representa um governo que está aí há 16 anos.” Russomanno critica  a progressão continuada.

17h16 – Russomanno diz os tucanos gostariam que ele não fosse candidato, mas nega ter sido procurado por alguém para desistir depois de ter definido candidatura.

17h14 – Russomanno diz que recebeu propostas para não sair candidato ao governo de São Paulo, mas que já havia decidido sair candidato ao governo de São Paulo. “Já cumpri meu trabalho como parlamentar. Eu fiz no papel, mas não vi as leis sendo cumpridas.”

17h11 – Perguntado se é herdeiro de Maluf, Russomanno diz que é “o homem das obras necessárias, não das obras faraônicas. ” O deputado diz que não se considera herdeiro de Maluf e que tem “luz própria.”

17h11 – Russomanno conta que está em primeiro lugar para ser deputado e diz que as pessoas tem o hábito de votar nele para deputado, e que ainda tem muita gente que precisa saber que ele é candidato para governador.

17h09 – “A constituição é muito clara. Ninguém é condenado enquanto cabem recursos. Mas isso aí é o Judiciário que tem de responder, até para eu parar de ter de responder.”

17h06 – Perguntado sobre a relação com o deputado Paulo Maluf (PP), que tem condenação e teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, Russomanno diz que há várias coisas boas feitas pelo Maluf e os problemas dele com a Justiça é a Justiça que tem de decidir. Russomanno afirma que, por outro lado, a Ficha Limpa deveria ser até mais dura.

17h03 – Russomanno diz a Felipe Machado que é o “governador das ruas” porque é jornalista e tem a sensibilidade de ouvir, de entrevistar. “Tudo o que eu falo é o que as pessoas sentem. Vou ser o governador que não vai ficar trancado nos gabinetes. Vou ser o governador que vai sentir as pessoas, que vai ouvir as pessoas. Eu estou gastando solas de sapato para saber o que as pessoas estão passando. Quando você quer serviço público de qualidade, isso é o seu direito.” Candidato relembrou episódio envolvendo a morte de sua primeira mulher.

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