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Celso Russomanno, do PP, e Paulinho da Força, do PDT, articulam entrada na disputa pela Prefeitura de São Paulo

Bruno Siffredi

14 Setembro 2011 | 15h57

Daiene Cardoso, da Agência Estado

A disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012 deve ganhar nos próximos dias mais duas candidaturas: a do ex-deputado federal Celso Russomanno, que está disposto até mesmo a deixar o PP para manter sua intenção de pleitear a maior Prefeitura do País, e o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, que ficou animado com sua performance nas recentes pesquisas de intenção de voto. Russomanno enfrenta resistência do PP paulista, mais especificamente do deputado federal Paulo Maluf (presidente do diretório estadual), e negocia sua filiação com outros três partidos. Já Paulinho pretende oficializar sua candidatura em 1º de outubro, data da convenção estadual do PDT.

Russomanno se reuniu na terça-feira, 13, com a cúpula nacional do PP para pedir a intervenção da executiva a seu favor. O ex-deputado usou a pesquisa Datafolha do início do mês que indica que ele teria de 13% a 16% das intenções de voto se o pleito fosse hoje. “Bem do jeito que estou, mantenho minha candidatura sim. Não acho que o PP seja uma legenda de aluguel, temos que ter uma candidatura própria”, defendeu o ex-deputado em contraponto a Maluf, que negocia o apoio da sigla a outro partido. Apesar da disposição, ele reconheceu: “A executiva nacional terá de decidir essa questão.”

Segundo o ex-deputado, o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles, pediu três dias para dar solução ao impasse. “Vou ser sincero, não gostaria de sair do partido, mas preciso começar a repensar”, disse, sem revelar com quais partidos estaria negociando.

As pesquisas de intenção de voto também serviram de estímulo para Paulinho. O deputado destacou que a direção nacional do PDT já havia decidido lançar candidato próprio em todas as capitais e por isso, o partido insistia para que ele disputasse a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) em São Paulo. “A direção nacional vinha insistindo, eu é que estava na dúvida”, explicou. O deputado vinha alegando que o espaço reduzido do partido na TV poderia inviabilizar sua candidatura, no entanto, os 6% e 9% apontados pelo Datafolha o convenceram a lançar-se candidato. “Os números mostram que existe uma expectativa de todos crescerem. E quanto mais candidatos tiver, melhor”, avaliou.

De acordo com o deputado, o PDT não tem perspectiva de fazer alianças em 2012. “A gente acha que não é fácil fazer alianças. Não é fácil convencer um partido de retirar seu candidato”, concluiu. Mesmo sem o apoio de outras siglas, Paulinho se diz motivado a entrar na disputa com novatos, como o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) e o ministro da Educação Fernando Haddad (PT). “Essa é a coisa que mais me incentiva”, admitiu.