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Reeleito e alvo de denúncias, Barros Munhoz ataca ‘maus promotores’

Armando Fávaro

15 de março de 2011 | 18h14

André Mascarenhas

Reeleito presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo com 92 votos de um total de 94, o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) fez, na tarde desta terça-feira, 15, um discurso de desagravo, no qual disse ter sido “condenado” sem que as denúncias feitas contra ele fossem aceitas pela Justiça. Representação do Ministério Público acusa o deputado de ter desviado cerca de R$ 3 milhões quando era prefeito de Itapira, no interior do Estado.

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Numa crítica indireta ao MP, o deputado disse ter sido “condenado” por um “poder que não tem poderes para isso”. De acordo com ele, a ação que deu origem às denúncias “ainda não teve início”. “Todos os que conhecem o direito sabem que uma ação só começa quando é aceita pelo judiciário”, afirmou.

Barros Munhoz foi muito aplaudido ao homenagear os “políticos honestos” que “têm sido alvo da injusta perseguição de maus promotores”. O deputado também fez um agradecimento especial ao PT, cuja bancada apoiou sua candidatura. Segundo ele, a maior força de oposição no Estado “soube separar o joio do trigo”.  

No discurso, Barros Munhoz enumerou todos os cargos públicos pelos quais passou, de prefeito de Itapira a ministro da Agricultura no governo Itamar Franco. “Nunca tive, em nenhum desses cargos, um ato sequer inclinado de irregularidades”, disse ele, que afirmou ter administrado nesses cargos, “em valores de hoje, o equivalente a R$ 50 milhões”.

O deputado citou ainda a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU para se dizer “caluniado” e “ferido” em sua honra. “A presunção de inocência não está apenas na Constituição. É uma conquista da humanidade, desde o iluminismo, desde a revolução francesa”, discursou.

No momento mais exaltado do seu discurso de posse, o presidente agradeceu o voto de 74% dos eleitores de Itapira. “Não há dinheiro no mundo que pague”, acrescentou.