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‘Governo Lula é o verdadeiro projeto a favor da vida’, afirma Dilma

Armando Fávaro

08 de outubro de 2010 | 20h15

Rodrigo Alvares

A manutenção do projeto iniciado pelo governo do presidente Lula deu o tom no evento que deu a partida da campanha do segundo turno de Dilma Rousseff a Presidência da República nesta sexta-feira, em São Paulo. Em seu discurso, a candidata afirmou que “esse projeto (do governo Lula) é o verdadeiro projeto a favor da vida. Quando eles elevaram a desigualdade a níveis absurdos, a consequência foi o esfacelamento da família. Nós, que de fato representamos a corrente do bem e não a do mal, que eles pregam por aí. Esse processo (do governo Lula) não pode ser interrompido. Nós vamos mudar de fato esse País”.

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‘Eu quero dizer para vocês que eu, como pessoa, sou contra o aborto’, afirmou a petista. Foto: Sérgio Neves/AE

Dilma também tentou estabelecer uma diferença entre suas posições pessoal e política sobre o aborto. “Eu quero dizer para vocês que eu, como pessoa, sou contra o aborto. Agora, eu, como presidente da República, não fecharei os olhos para as mulheres que, em momento de desespero, cometem atos extremos e que, em alguns deles, colocam em risco a própria vida. Como presidente, eu não tratarei essas mulheres como questão de polícia. Eu tratarei como questão de saúde”, disse.

Dilma também aproveitou para ironizar as promessas de investimento que Serra tem feito durante a campanha. “Eles proibiram os investimentos e o que aconteceu? O apagão. Eles também queriam mudar o nome da nossa maior empresa, que é a Petrobrás, e tirar o Brasil dela (a referência é à proposta de alterar o nome da empresa para Petrobrax, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso).”

O evento, realizado na sede da Força Sindical – no centro da capital paulista – teve presença maciça de integrantes da coligação, inclusive o novo coordenador Ciro Gomes (PSB). Em seu discurso, o deputado afirmou que não dá valor a uma tradição conservadora que bota em cima da mesa toda a elegância.

“Em cima da mesa, nós somos obrigados a andar engravatado, falar bonito, para que eles possam, por debaixo da mesa, fazer uma das campanhas mais imundas, mais sujas que eu já testemunhei na vida pública brasileira. São apenas três semanas que nós temos para salvar o nosso País da ameaça terrível que hoje se disfarça de manipulação do nobre sentimento religioso do nosso povo”. Ciro Gomes afirmou que é “preciso proteger Dilma e esse projeto iniciado pelo presidente Lula”.

Também estiveram presentes os candidatos derrotados ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB) e o candidato derrotado ao Senado, Netinho de Paula (PC do B). Mercadante fez um apelo à ex-colega de bancada Marina Silva (PV): “Quero aqui dialogar com uma companheira que convivi por 30 anos. Minha querida Marina, o seu coração é como o meu: bate do lado esquerdo. Você pode mudar de posição, e eu respeito, porque sei que a sua luta é sincera, mas, pela sua história, pela nossa história, você não pode mudar de lado. O seu lado é aqui”, disse o senador.

“O povo sabe que o Serra começa as coisas e não termina. E sempre fez pouco e para poucos. Por isso que eu e o Russomanno tivemos mais votos que ele em São Paulo”, complementou o senador. O ex-candidato do PP ao Palácio dos Bandeirantes  disse que a presidenciável petista “tá muito preparada para ser presidente do Brasil. Minha opção é de coração, porque ela é do bem”.

Vice na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB) seguiu o discurso de Ciro Gomes: “Claro que eles estão fazendo uma campanha subterrânea, mas ela é desmentida pela verdade. Os cristãos sabem que a palavra tem força. A palavra é forte para apoiar a Dilma”. Para o presidente da Câmara, Dilma Rousseff “é uma estadista e está preparada para governar o Brasil”.

O ex-candidato à Presidência Levy Fidélix (PRTB) esteve no evento e declarou seu apoio à petista. “Querem satanizar a Dilma, mas quem não acredita em Deus são eles (PSDB)”, afirmou.

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