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PT mineiro se articula para cobrar de Dilma espaço no 1º escalão do futuro governo

Camila Tuchlinski

15 de novembro de 2010 | 16h00

Eduardo Kattah, de Belo Horizonte (MG)

Atualizado às 18h56

Incomodado com o fato de nenhuma liderança do partido integrar a bolsa de apostas para o futuro ministério do governo Dilma Rousseff, o PT mineiro se articula para cobrar da presidente eleita espaço no primeiro escalão. Petistas lembram que o diretório estadual se sacrificou em favor da aliança nacional com o PMDB ao ceder a cabeça de chapa na disputa pelo governo para o ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ao mesmo tempo, reivindicam reconhecimento pela “bela vitória” de Dilma no segundo colégio eleitoral do País, onde obteve de quase 1,8 milhão de votos a mais do que José Serra (PSDB) no segundo turno.

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Diretório tem como principais ministeriáveis os nomes de Fernando Pimentel e Patrus Ananias, que acabaram derrotados na eleição majoritária. Foto: Ayrton Vignola/AE – 30.10.2010

“É uma preocupação que nós temos. Achamos, pela importância do Estado, que é inaceitável que Minas não esteja presente no ministério da presidenta mineira”, disse hoje (15) o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes. “Vamos para cima discutir isso.”

Uma comissão do PT-MG se reuniria no início da noite para avaliar as “expectativas” do diretório em relação à transição do governo federal. O PT mineiro tem como principais ministeriáveis os nomes de Fernando Pimentel e Patrus Ananias, que acabaram derrotados na eleição majoritária.

Próximo de Dilma, Pimentel se afastou coordenação da campanha presidencial após ser vinculado à montagem de um grupo de inteligência, suspeito de produzir dossiês contra tucanos. O grupo do ex-prefeito de Belo Horizonte – que não conseguiu se eleger senador – mira as pastas das Cidades, Turismo ou Esportes.

Já a ala ligada a Patrus torce para que ele seja convidado a reassumir o Ministério do Desenvolvimento Social. No PT mineiro, contudo, cresce a aposta de que ex-ministro – que integrou a chapa derrotada ao governo estadual como vice de Costa – seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Patrus não considera a hipótese por enquanto e tem dito a interlocutores que pretende retomar a atividade de professor de Direito e voltar à função de consultor e pesquisador concursado da Assembleia de Minas. O petista também tem como projeto transformar em livro a experiência como gestor no Ministério do Desenvolvimento Social.

Os grupos de Patrus e Pimentel já se movimentam de olho na eleição para a prefeitura de Belo Horizonte, quando tudo indica que, ao contrário de 2008, o PT travará um novo embate com o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB). O diretório mineiro reivindica a visibilidade de importantes cargos federais para seus principais quadros para contrapor a liderança de Aécio no Estado.

Por isso, o PT-MG está interessado em “ministérios finalísticos”, que toquem programas e investimentos nos Estados. Nos próximos dias, o diretório estadual pretende apresentar uma proposta para o presidente nacional da legenda, José Eduardo Dutra, que tem coordenado as conversas políticas nesse momento.

Carta – O PT mineiro, junto com partidos aliados, pretende também apresentar uma carta à presidente eleita listando os “gargalos”, obras reivindicadas no Estado que foram assumidas como promessa de campanha tanto por Dilma quanto por Serra – como a duplicação da BR-381 entre BH e Governador Valadares, a expansão do metrô da capital e do Aeroporto de Confins, entre outras. “Queremos discutir alguns projetos. Têm grandes obras que a gente transformou em campanha publicitária em Minas e queremos ver executadas no governo Dilma”.

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