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PSOL entra com representação no Conselho de Ética para investigar denúncias na Alesp

Bruno Siffredi

23 Setembro 2011 | 17h01

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

O líder do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Carlos Giannazi, entrou nesta sexta-feira, 23, com uma representação no Conselho de Ética para investigar as denúncias do deputado Roque Barbiere (PTB), que acusou colegas de venderem emendas.

A ação do PSOL se antecipou ao movimento que a mesa diretora da Alesp pretendia fazer na segunda-feira, 26, com a mesma finalidade. A Comissão de Ética terá que se reunir para ver se dá encaminhamento ao caso, o que deve ocorrer na próxima semana.

Vizinhos. O deputado Roque Barbiere afirmou que entre 25% e 30% dos deputados ganham dinheiro por meio da venda de emendas e fazendo lobby de empreiteiras junto a administrações municipais. “Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive e sobrevive e enriquece fazendo isso”, disse.

O petebista se recusou a citar nomes. “Poderia (citar), mas não vou ser dedo-duro e não vou citar.” Mas dá uma pista. “Mas existe, existe do meu lado, existe vizinho, vejo acontecer. Falo para eles inclusive para parar.”

Concreto. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), desqualificou as denúncias de Barbiere e disse que somente abrirá investigação se o deputado citar um caso concreto. O governador também descartou mudanças no procedimento de liberação de recursos para emendas por considerá-lo rigoroso e transparente.