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PSDB terá chapa única na disputa pelo diretório municipal de São Paulo

Armando Fávaro

18 de março de 2011 | 18h53

André Mascarenhas e Julia Duailibi

As duas alas do PSDB que disputavam o comando do diretório municipal em São Paulo chegaram a um acordo para que apenas uma chapa dispute o pleito. Vereadores, membros da atual executiva e deputados concordaram com os critérios políticos para a composição em reunião na tarde desta sexta-feira, 18.

De acordo relato de um parlamentar que participou do encontro, a composição aceita pelos dois grupos que ameaçavam lançar chapas próprias para o diretório incluiria cinco vereadores e dois deputados, sendo um estadual e outro federal. A direção municipal do PSDB é estratégica para dar as cartas na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2012.

Antes de chegarem a um consenso, aliados do governador Geraldo Alckmin, que querem emplacar o secretário Julio Semeghini (Gestão Pública) na presidência da legenda, disputavam com vereadores do partido, que ameaçavam lançar uma chapa própria caso tivessem sua representatividade reduzida. Na segunda-feira, uma proposta de chapa única com apenas duas vagas para os vereadores foi rechaçada pelos parlamentares.

Segundo o atual presidente do partido, José Henrique Reis Lobo, resta apenas indicar os nomes que irão compor a chapa para que o acordo seja selado. “Não haverá mais disputa para a formação do diretório”, disse Reis Lobo ao Radar Político.

Além de Reis Lobo e de Semeghini, que é deputado federal licenciado, participaram do encontro o presidente da Câmara Municipal, José Police Neto, o líder da bancada tucana na Casa, Floriano Pesaro, o vereador Juscelino Gadelha e o deputado estadual Carlos Alberto Bezerra.

Após a apresentação da chapa, que acontece na próxima segunda-feira, 21, os membros do diretório irão escolher, no dia 10 de abril, a composição da executiva. “Até lá, teremos tempo para discutir os nomes da executiva”, adiantou o presidente da legenda.

Fogo amigo. Embora o acordo já esteja costurado, um tucano que participou das negociações criticou uma eventual escolha de Semeghini para a presidência do diretório municipal. Segundo ele, o escolhido de Alckmin seria o pior candidato para a vaga. “O Julio é deputado federal, ‘supersecretário’ do Alckmin e é de Fernandópolis (cidade do interior de São Paulo). Não tem a menor condição de ter interlocução com os vereadores”, disse, sob condição de anonimato.