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PSD começa a elaborar programa a partir de quarta, diz Kassab

Jennifer Gonzales

24 de outubro de 2011 | 23h35

Jair Stangler, de O Estado de S.Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que seu partido, o PSD, vai começar a elaborar seu programa de governo a partir da quarta-feira, 26. Nesta data, o partido completa um mês de registro no TSE e se encerra o prazo para a entrada de novos membros. O processo de elaboração do programa será coordenado pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos.

O anúncio da data foi feito pelo prefeito em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Durante toda entrevista, Kassab foi bastante questionado sobre as contradições de seu partido, que ele procurou negar. Segundo ele, não é verdade que que seu partido não tenha programa. “Partido que desde sua fundação deixou clara um conjunto de diretrizes programáticas.” Agora, completa, será o momento de consolidação do programa de governo.

Kassab, que já definiu o PSD como um partido “nem de centro, nem de direita e nem de esquerda”, mudou sua opinião. Agora, o PSD é “um partido de centro, republicano, que veio para ficar ao lado dos consumidores e contribuintes”.

Entre as principais diretrizes de seu partido, Kassab elenca o Estado forte – principalmente no campo da Saúde e da Educação -, a liberdade de imprensa, a economia de mercado e a propriedade privada. Além disso, o PSD é a favor do contribuinte e da elevação da carga tributária. Precisa estar ao lado do contribuinte, contra a elevação da carga tributária. “Aqui nós não tivemos aumento da carga tributária, mas ainda assim conseguimos aumentar o investimento em saúde de 15% para 20%”, declarou.

“Sou a favor da reforma agrária. Mas o MST em alguns momentos avançou o sinal”, declarou. “Sou crítico em relação a alguns avanços que fizeram em relação à democracia em alguns momentos”, acrescentou.

Apoio a Dilma

Ele foi categórico ao afirmar que o PSD não fará parte da base de sustentação do governo Dilma Rousseff. “Estou afirmando que o partido não fará parte da base. Na bancada federal, dos 55, tem 23 que são totalmente independente”, disse ele em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Segundo Kassab, os parlamentares terão total liberdade para votar a favor ou contra o governo.

“O PSD nasce independente. Eles poderão apoiar. Alguns apoiaram (a Dilma, na disputa eleitoral) e outros não apoiaram. É mais do que razoável, para que a gente possa ter o respeito do eleitor. O partido vai construir sua identidade com coerência”, completou. De acordo com o prefeito, há duas restrições para a entrada de pessoas em seu partido. “Daqueles que não comungam com nossas diretrizes programáticas. E existem aqueles que poderão vir e não terão condições do ponto de vista moral”, afirmou.

Kassab comentou ainda sua relação ao ex-governador José Serra (PSDB). “Lealdade é eterna, é questão de caráter. Não existe por um tempo”, disse o prefeito. Kassab diz, porém, que não teria constrangimento em apoiar Dilma ou Serra numa possível disputa entre os dois em 2014. “Eu sou presidente de um partido, não sou dono de um partido. Minha posição será a posição do meu partido”, afirmou.

O prefeito minimizou os números de sua avaliação. Ele tem 24% de ótimo ou bom e ótimo e bom 41% de regular. Segundo ele, somando os dois números, dá perto de 70%. “Num momento como esse da administração, vem à sua mente sempre um problema. Mas quando vem uma campanha nós temos oportunidade de comparar”, disse.

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