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PSC expulsa três deputados por infidelidade partidária

Redação

13 de setembro de 2011 | 20h34

Fabio Leite, de Jornal da Tarde

A Executiva Nacional do PSC decidiu expulsar nesta terça-feira, 13, três dos quatro deputados estaduais do partido sob alegação de que o trio desrespeitou as orientações políticas da legenda. São eles: Adílson Rossi, Carlos César e Marcos Neves. O grupo, que se diz vítima de retaliação por parte do presidente estadual da sigla, Gilberto Nascimento, deve reforçar o PSD do prefeito Gilberto Kassab na Assembleia Legislativa.

Líder do PSC na Assembleia, Marcos Neves afirma que Nascimento estava perseguindo os parlamentares da bancada desde o dia em que foi exonerado do cargo de chefe de gabinete da liderança da sigla, em 13 de julho deste ano. Neves acusa o dirigente de usar o cargo, com vencimento de R$ 17,6 mil (salário mais gratificação), para benefício próprio.
“Ele dizia que ia nos assessorar e nós somos todos novatos na Casa. Mas com o tempo percebemos que nem ele nem os funcionários prestavam serviços para os deputados, apenas para ele”, afirmou Neves.

Nascimento nega a acusação. “Não existe perseguição nenhuma. Eles não entenderam que partido tem uma doutrina, que é uma família e que foi útil a eles na eleição. Nenhum deles teve para se eleger sozinho”, afirmou. “A minha exoneração é que foi uma retaliação”, completou.

O dirigente do PSC afirma ainda que os deputados não cumpriram duas determinações do partido: o pagamento de 5% do salário a título de contribuição partidária e a nomeação de dois funcionários pela legenda em cada gabinete parlamentar. “Isso tudo está no estatuto do partido ou foi decisão da executiva nacional registrada em cartório. Eles  sabem que o partido para a sua sobrevivência precisaria da contribuição e de cargos, mas não quiseram aceitar”, afirmou.

Neves, por sua vez, diz que os deputados pagam mensalmente a contribuição e que a oferta de cargos ao partido não está prevista no estatuto da sigla. “Antes da eleição, para poder se candidatar pela legenda, nós tivemos de assinar um documento que dizia dos cargos, citando um artigo do estatuto do partido. Mas quando nós fomos checar, vimos que esse documento era de má fé porque o artigo não falava de cargos”, completou.

Com a expulsão, o PSC ficará com apenas um deputado na Assembleia: Rodrigo Moraes, filho do deputado federal José Olímpio (PP). Os três parlamentares expulsos devem compor a futura bancada do PSD. “Ainda não sabemos o que fazer. O PSD é uma possibilidade até por conta da boa relação do prefeito Kassab com as igrejas evangélicas”, disse Neves.

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