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Processo administrativo contra ex- ministro da Agricultura vira inquérito

Redação

03 de maio de 2012 | 09h51

Estadão.com.br

O suposto loteamento de cargos na Conab (Companhia Naiconal de Abastecimento) levou o Ministério Público Federal (MPF) a transformar o processo administrativo envolvendo o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB) em inquérito. O objetivo é apurar suposta prática de nepotismo e favorecimento de pessoas vinculadas a autoridades públicas. Segundo o MP, a conversão aconteceu porque o prazo de análise de um inquérito é maior, de 1 ano. O procedimento aberto contra Rossi Tinha o prazo de 180 dias para análise e já tinha expirado.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o ex-ministro é acusado de prática de nepotismo e favorecimento de pessoas vinculadas a autoridades públicas. Rossi foi diretor da Conab entre junho de 2007 e março de 2010. Nesse período, ele deu ordens para aumentar o número de assessores especiais no gabinete do presidente de 6 para 26.

Para o ex-ministro seus atos foram legais e que toda investigação é “bem-vinda”. “Nunca contratei, na Conab ou no ministério, qualquer pessoa que tivesse vínculo familiar comigo. Não se pode falar em nepotismo.”

Em novembro, a Polícia Federal indiciou criminalmente o ex-ministro por formação de quadrilha, peculato e fraude à Lei de Licitações. Na época, ele foi interrogado pelo delegado Leo Garrido de Salles Meira, que conduz inquérito sobre suposto desvio de R$ 2,72 milhões do Programa Anual de Educação Continuada (PAEC) para capacitação de servidores do ministério.

O ex-ministro negou envolvimento nas irregularidades que a PF aponta. A PF atribui a Rossi o papel de “líder de organização criminosa enraizada no seio do Ministério da Agricultura”.

Rossi afirmou ainda que ministro não tem atribuição para acompanhar processos de licitação. Segundo ele, ministro tem “posição política, papel estratégico”.

 

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