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Presidente ‘some’ e Funai voa no piloto automático há três meses

Bruno Lupion

07 de março de 2012 | 17h10

Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo

A Fundação Nacional do Índio (Funai) está voando com o piloto automático ligado há quase três meses. Desde dezembro não se ouve falar de seu presidente, o antropológo Márcio Meira. Informalmente sabe-se que pediu o afastamento do cargo a seu superior imediato, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Oficialmente, porém, ninguém confirma a informação.

O nome de Meira não tem aparecido nem no site de notícias da Funai. Outro indicador curioso da ausência é o boletim que a assessoria de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência da República divulgou nesta quarta-feira, 7, sobre um seminário que será realizado na quinta-feira, 8, em Brasília, para discutir a Convenção 169 da OIT, que dispõe sobre consultas a povos indígenas em questões que envolvem seus direitos. O nome do presidente da Funai, que cuida dessas questões, não apareceu citado entre as autoridades que irão representar o governo.

Em 44 anos de existência, a Funai já teve 32 presidentes. O que ficou mais tempo no cargo foi o general da reserva Ismarth Araújo de Oliveira. Ele presidiu a entidade no governo militar, entre 1974 e 1979. Em segundo lugar no ranking aparece o atual ocupante do cargo, que assumiu em abril de 2007. No próximo mês, se ainda estiver lá, Meira também alcançará a marca dos cinco anos.

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