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Presidente da Câmara encaminha caso Jaqueline Roriz à Corregedoria

luisbovo

16 de março de 2011 | 11h51

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou nesta quarta, 16, em reunião da Mesa Diretora da Casa, as denúncias contra Jaqueline Roriz (PMN-DF) para a análise do corregedor, Eduardo da Fonte (PP-PE). Ele agora vai ouvir a defesa da deputada e preparar um parecer para que a Mesa decida posteriormente se encaminha ou não o caso ao Conselho de Ética. Este trâmite, porém, deve ser ofuscado porque o PSOL vai apresentar nesta tarde durante a instalação do Conselho uma representação diretamente ao colegiado pedindo investigação.

Jaqueline Roriz foi flagrada em vídeo divulgado em primeira mão pelo portal estadão.com.br recebendo um pacote de dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, delator do “mensalão do DEM”. Em nota, a deputada afirmou que o dinheiro era caixa dois de campanha.

Maia tomou a decisão de mandar o processo para o caminho mais longo, via corregedoria, porque ainda não recebeu informações do Ministério Público sobre o caso. Ele ficou de cobrar os dados nesta tarde do procurador-geral da República Roberto Gurgel. O presidente da Câmara procurou desvencilhar a Casa das acusações contra a parlamentar. “O problema não é da Casa, o problema é da deputada, que vai ser investigada aqui, está sendo no Supremo Tribunal Federal, pelo Ministério Público e também deve ser pela polícia”, disse.

O presidente da Câmara disse que a corregedoria investigará também a denúncia de que a deputada usou recursos de verba indenizatória para pagar aluguel de um imóvel que pertenceria a seu marido.

O corregedor afirmou que vai tentar notificar a deputada já nesta tarde. Jaqueline pediu licença médica da Casa por cinco dias. Eduardo da Fonte adiantou que se não conseguir notificar a deputada em três tentativas vai fazer a notificação pelo Diário Oficial. Após a notificação, Jaqueline terá cinco dias para apresentar sua defesa.

Somente depois disso o corregedor poderá fazer alguma instrução do processo e encaminhar seu parecer à Mesa. Eduardo da Fonte afirmou que o processo terá a “rapidez” que o regimento permitir. Maia complementou que o trâmite de acordo com o regimento trará garantias para a Casa de que a investigação não seja questionada no futuro.