As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Pré-candidatos tucanos adotam discurso de oposição a Kassab em debate em SP

Bruno Siffredi

28 de novembro de 2011 | 19h50

Jair Stangler, do Estadão.com.br

O debate entre os quatro pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo foi pontuado por críticas à gestão do prefeito Gilberto Kassab. O encontro, o primeiro de quatro que o partido pretende realizar na capital antes de realizar as prévias do partido, reuniu os secretários estaduais de Energia, José Aníbal, Meio Ambiente, Bruno Covas, e Cultura, Andrea Matarazzo, além do deputado federal Ricardo Tripoli. Os quatro defenderam a realização das prévias.

As críticas mais incisivas à gestão Kassab, da qual o PSDB também faz parte, partiram principalmente de Bruno Covas. No discurso mais duro da noite, mas sem citar Kassab, Covas criticou a ausência de teatros e opções de lazer, além do déficit de creches nas periferias de São Paulo – reclamações que constam de um documento entregue por militantes tucanos da zona norte. Ele criticou ainda quem está trabalhando contra uma possível candidatura tucana. “Aqueles que estão perto das benesses oficiais, mas longe do pulsar das ruas, estão tentando trabalhar contra, mas não vão conseguir”, disse. Ele afirmou ainda que a política de seu partido não deve ser higienista, de chegar com a mangueira para tirar o povo das calçadas.

Já José Aníbal defendeu que as subprefeituras tenham mais poder e criticou que as subprefeituras tenham sido transformadas em meras “zeladorias”. “É impossível administrar São Paulo como se fosse o Anhangabaú”, disse. Segundo ele, um dos principais problema é a “lerdeza” para atender as demandas da população.

Matarazzo, como Tripoli,  pediu melhoras no trânsito. Mas o primeiro foi mais incisivo, ao dizer que é preciso melhorar o transporte público e enfrentar as empresas de ônibus. Disse também que a Lei Cidade Limpa precisa voltar a ser aplicada com rigor e que os bingos devem ser combatidos. Criticou ainda o serviço funerário da cidade.

Embora tenha apontado problemas da cidade, Tripoli evitou críticas diretas à gestão Kassab. Ele ressaltou o fato de que os pré-candidatos iniciaram o processo de forma ‘desacreditada’. “Falavam que não devíamos visitar os diretórios, que estávamos na contramão da história. Quem está na contramão da história é o nosso adversário, que tirou da disputa quatro candidatos para impor um candidato que sequer conhece o Itaim Paulista, conhece o Itaim Bibi”, disse, referindo-se ao pré-candidato petista e ministro da Educação, Fernando Haddad.

Prévias no PSDB

O processo de prévias é inédito para o partido. Há discussão dentro do próprio partido sobre se o PSDB deveria lançar candidato próprio ou apoiar um candidato de outra sigla – neste caso o favorito seria o vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, do PSD. 

Na noite de domingo, 27, após duas horas de reunião entre o governador Geraldo Alckmin e os quatro pré-candidatos da sigla, foi anunciado que o PSDB terá candidato próprio e vai realizar prévias para escolher o nome que disputará a cadeira atualmente ocupada por Gilberto Kassab (PSD). “É natural que o PSDB queira aliança tendo a cabeça de chapa pela sua força e pela sua presença em São Paulo”, afirmou Alckmin. (COLABOROU BRUNO SIFFREDI)

Acompanhe:

21h 45 – Matarazzo diz que é hora de resolver mais do que falar. José Aníbal diz que “quando a gente sonha junto, a gente transforma o nosso sonho em realidade. Tucanos encerram o evento.

21h39 – Em sua fala final, Bruno Covas diz que faz política desde criança e que não foi trazido por uma cegonha, mas por um tucano.

20h53 – Tripoli fala sobre a política para as drogas, principalmente o crack. Diz que FHC foi mal compreendido. Sobre internação compulsória, ele defende que “se uma pessoa não tem mais condição daquela situação, ela tem de ser tratada”.

20h48 – Militante questiona sobre política de habitação a Bruno Covas. Secretário destaca militante que vem do movimento popular, movimento de moradia e critica a prefeitura de São Paulo, que não tem plano para a habitação, em contraponto ao governo do Estado, único governo estadual que investe em habitação.

20h43 – Matarazzo critica funcionamento das Unidades Báscias de Saúde. Para ele, é preciso modernizar o funcionamento das UBSs, que precisam conversar entre ela, com AMAs e hospitais.

20h39 – Em resposta a militante, José Aníbal defende proposta de prefeituras distritais, com delegação efetiva de poderes.

20h34 – Militante pergunta a candidatos com o tema transparência, “qual o melhor modelo para a gestão das subprefeituras?”. Responde Ricardo Tripoli que o caminho é fortalecer as subprefeituras e também ampliar o processo de compras eletrônicas e publicar todos os atos.

20h25 – Tripoli afirma que o Bolsa-Família foi gerado ainda no governo FHC. “O Bolsa-Família é o Bolsa-Escola modificado”, afirma.

20h22 – Tripoli: O transporte hoje é problema de saúde pública. Quem anda de trem, de ônibus, nos seu próprio carro, sofre de estresse. Nós damos prioridade aos carros, e não aos cidadãos. Se eu for eleito, as pessoas serão a prioridade.”

20h18 – Ricardo Tripoli começa sua fala ressaltando o fato de que os pré-candidatos iniciarem o processo de forma ‘desacreditada’. “Falavam que não devíamos visitar os diretórios, que estávamos na contramão da história. Quem está na contramão da história é o nosso adversário, que tirou da disputa quatro candidatos para impor um candidato que sequer conhece o Itaim Paulista, conhece o Itaim Bibi”.

20h11 – Bruno Covas adota tom de oposição. Ele cita documento produzido pelos diretórios tucanos da zona norte e critica ausências de teatros e opções de lazer e o deficit de vagas em creches nas periferias de São Paulo. Ainda de acordo com ele, São Paulo deve parar de mandar o lixo para outras cidades. Defendeu também a democracia participativa. Ganhou a plateia da Zona Norte ao afirmar que o documento produzido pelo diretório vai nortear seu programa de governo. 

20h08 – O recado da militância é que nós queremos prévias, nós queremos escolher o nosso candidato a prefeito, afirmou Bruno Covas ao abrir sua fala. Ele comentou a reunião do domingo à noite entre os pré-candidatos com o governador Geraldo Alckmin. Segundo ele, o governador reafirmou a fé nas prévias.

20h05 – Trânsito é preciso melhorar, melhorar o transporte público. Enfrentar as empresas de ônibus. Capacitar motoristas. Como José Aníbal, Matarazzo também teve o microfone cortado ao esgotar seu tempo.

20h02 – O tom do discurso de Matarazzo é de crítica. Defende o controle de bingos e afirma que a Lei Cidade Limpa precisa voltar a ser aplicada com rigor.

20h00 – Matarazzo critica também o serviço funerário. Segundo ele, há muito poucas agências funerárias em São Paulo. Defende o uso de fiscalização eletrônica para diminuir a corrupção.

19h56 – Para Andrea Matarazzo, São Paulo não pode ser preparada só para a Copa como se fala agora. Defende também subprefeituras fortes. Ele critica a gestão de subprefeituras. “Não é possível para tirar um álvara você demorar tantos meses, ser mal atendido, como acontece tantas vezes.”

19h45 – José Aníbal é o primeiro a falar. Ele defende mais proximidade com a população e também aproximação entre o governo do Estado e o governo municipal. “Gabinete do secretário municipal tem de ter gabinete ao lado do secretário estadual de transporte”, afirma. Ele também defende transformar as subprefeituras em prefeituras distritais. Para ele, hoje, as subprefeituras foram transformadas em meras “zeladorias”. Ele coloca a questão da cracolândia como crucial para a cidade. Defendeu também a realização de prévias. Segundo ele, com as prévias, o partido constrói uma candidatura e um programa que escutam tanto a militância quanto a sociedade.

19h40 – O presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, apresenta o evento. Os candidatos terão dez minutos para se apresentar e depois responderão às perguntas da plateia.

Tudo o que sabemos sobre:

prefeiturapréviasPSDBSão Paulo

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.