Policiais Civis vasculham casa de Netinho de Paula em Barueri
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Policiais Civis vasculham casa de Netinho de Paula em Barueri

Rafael Mafei Rabelo Queiroz

29 de setembro de 2010 | 21h53

Adriana Carranca

A Polícia Civil de São Paulo fez uma varredura na casa do candidato ao Senado Netinho de Paula (PC do B), na manhã desta terça-feira, 29, para apurar denúncias de fraude nos bens declarados por ele à Justiça. Netinho se tornou alvo de investigação criminal aberta na Promotoria Eleitoral de Barueri, na Grande São Paulo, após denúncia de que ele não teria declarado a casa onde mora com os filhos no condomínio Alphaville 8.

Dois investigadores e um perito criminal vasculharam e fotografaram a parte externa, a piscina, o campo de futebol e o salão de festas, mas foram impedidos de entrar por um dos filhos de Netinho. O candidato não estava em casa. Segundo o advogado de Netinho, Alexandre Rollo, os policiais não tinham mandado de busca. O procedimento criminal para “apuração ‘em tese’ da infração do artigo 350 do Código Eleitoral (omissão de bens)” foi aberto pela promotora eleitoral da 386.ª zona, Bárbara Valéria Cury e Cury.

Netinho durante campanha na Grande São Paulo

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o motivo da visita foi fotografar a casa, objeto da denúncia, um procedimento rotineiro. Mas a coordenação da campanha promete entrar com representação na corregedoria da Polícia Civil contra o delegado Francisco José Alves Cardoso, do 2.º DP de Barueri.

“A ação da polícia é inaceitável. Para averiguar fraude, a primeira providência é sempre chamar o acusado para prestar esclarecimentos, o que não ocorreu. Houve, claramente, desvio de conduta, invasão de domicílio, constrangimento e abuso de autoridade por parte dos policiais”, defende a presidente estadual do partido, Nádia Campeão, que insinuou haver motivação eleitoral por trás das denúncias. Ontem, os vereadores da bancada, liderada pelo PT, protestaram contra a ação da polícia e o posicionamento da Justiça.

A denúncia foi feita à Procuradoria Eleitoral com base em reportagem da revista Época, segundo a qual Netinho tentou passar o imóvel para o nome de quatro de seus sete filhos, com o objetivo de se livrar de uma dívida trabalhista dele com ex-músicos do Negritude Jr.

A Justiça suspendeu a doação e a casa chegou a ser leiloada em 2009, mas os advogados de Netinho cancelaram a venda. O processo continua a correr no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo Nádia, a casa não foi declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque “ainda é alvo de processo na Justiça”. “A Justiça ainda não decidiu se o imóvel é dele ou dos filhos”, disse.

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