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PMDB se ressente de especulações sobre eventual perda de espaço

Camila Tuchlinski

25 de novembro de 2010 | 15h30

Andrea Jubé Vianna, da Sucursal de Brasília

Criticado pelo apetite por cargos no governo federal, o PMDB não esconde o ressentimento às especulações de que perderia espaço no futuro governo Dilma Rousseff, ao invés de expandir seu território, na qualidade de principal aliado do PT.

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Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou hoje que o nome de Lobão é “carta marcada” para Minas e Energia. Foto: Ed Ferreira/AE – 24.11.2010

Nos últimos dias, ganharam força os rumores de que o PT cogita retomar o Ministério da Saúde e reivindicar a pasta das Comunicações, ambos com o PMDB. Além disso, o PMDB trava nos bastidores uma queda de braço com o PSB, que pleiteia o Ministério da Integração Nacional. No primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pasta esteve sob o comando do hoje deputado Ciro Gomes.

“O PMDB é sempre apontado como o vilão, o guloso, o partido que quer tudo. Mas, na hora em que querem reduzir o nosso espaço, ninguém publica isso”, reclamou uma das principais lideranças do partido.

A cúpula do PMDB fez uma divisão interna para encaminhar nomes para o ministério da presidente eleita: a bancada da Câmara indicará o deputado Marcelo Castro (PI) para eventualmente assumir o Ministério da Integração Nacional e pedirá a manutenção do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, no cargo.

Por sua vez, a bancada do Senado também indicará dois nomes. Um deles é o do senador Edison Lobão (MA), para retornar ao posto de ministro de Minas e Energia. Da cota pessoal do vice-presidente eleito, Michel Temer, deve ser indicado o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco.

Uma das possibilidades em estudo é de que Dilma acomode o ex-governador – que participou da elaboração de seu programa de governo, por indicação do PMDB – no Ministério das Cidades. Neste caso, Dilma compensaria o PP, atual titular da pasta, com outro ministério.

São apenas hipóteses, num momento em que Dilma prioriza a escalação do time palaciano. Na sequência, ela deve definir os nomes dos chamados “ministros de Estado” (Justiça, Defesa e Relações Exteriores). Somente então a presidente eleita se debruçará sobre as demandas partidárias.

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