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PMDB é 100% fiel e PT tem dois dissidentes na votação do mínimo

Ricardo Chapola

17 de fevereiro de 2011 | 00h01

 Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

O PMDB foi mais fiel ao governo na votação do salário mínimo nesta quarta-feira que o próprio PT. O partido da presidente Dilma Rousseff, no entanto, decidiu que não irá punir os dissidentes.

O mapa de votação mostra que todos os 77 deputados do PMDB votaram contra a proposta de R$ 560. Foi nesta votação que se fixou o mínimo em R$ 545.

No PT, dois deputados votaram contra o governo. Francisco Praciano(AM) e Eudes Xavier (CE) votaram a favor dos R$ 560. O mapa mostra que 76 petistas votaram contra a emenda e da forma como o governo desejava.

“Nós não fechamos questão, então, regimentalmente, não se pode punir ninguém”, disse o líder do PT na Casa, Paulo Teixeira (SP).

O número de dissidências do PT foi o mesmo do PP, onde Jair Bolsonaro (RJ) e Paulo Maluf (SP) ficaram contra o governo.

No PDT, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), ameaçado de perder o cargo, conseguiu a maioria dos votos do partido. Foram 16 deputados do PDT do lado do governo, nove a favor dos R$ 560 e um se absteve.

Além do PMDB, PSB, PSC, PC do B, PRB, PMN, PT do B, PRP, PRTB, PTC e PSL entregaram todos os votos de suas bancadas ao desejo do governo.

Na oposição, dois deputados do PSDB, Carlos Alberto Lereia (GO) e Manuel Salviano (CE), e dois do DEM, Jairo Ataíde e Vitor Penido, votaram a favor do governo e contra os R$ 560.

No PV, que chegou até a apresentar uma emenda defendendo o valor, a preferência foi pela abstenção. Foram 10 deputados que se posicionaram desta forma enquanto dois votaram a favor e dois contra o governo.

O deputado Tiririca, que na primeira votação ficou contra o governo, confirmou a visão de sua assessoria de que errou ao apertar o botão de votação e dessa vez votou contra a proposta do mínimo de R$ 560.

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