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Plínio vai se apresentar como único alternativo

Jennifer Gonzales

05 de agosto de 2010 | 10h07

Roldão Arruda

Com menos de 1% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Ibope, o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, é o que tem menos a perder no debate. Sem medo da popularidade do presidente Lula, vai criticar abertamente a política econômica que ele adotou, seguindo os passos de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Segundo Plínio, essa política não promove a inclusão social, como se alardeia.

A verdade, assegura o candidato do PSOL, é que as desigualdades aumentaram e vão continuar aumentando no caso de vitória de Dilma Rousseff, José Serra e até de Marina Silva – cujas propostas de política econômica não diferem essencialmente das dos outros dois candidatos. Sob esse viés, ele vai procurar se apresentar ao eleitorado como a única candidatura de fato alternativa, com um viés socialista.

Segundo Plínio, que já foi militante do PT e amigo de Lula, a política econômica atual provocou melhora superficial, com inclusão de mais pessoas no mercado de consumo. Mas não trouxe melhoras básicas, nas áreas de educação, saúde, segurança, reforma agrária. Se tiver oportunidade, deve criticar a gestão de Serra à frente do governo do Estado, apontando problemas nas áreas de educação e saúde. Sobre Marina, vai dizer que defende um modelo ecocapitalista. .

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