Planalto pede união de ministério para fortalecer Ana de Hollanda
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Planalto pede união de ministério para fortalecer Ana de Hollanda

Lilian Venturini

11 de maio de 2011 | 16h41

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

Num encontro de duas horas com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e toda a cúpula do ministério, nesta quarta-feira, 11, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu, em nome da presidente Dilma Rousseff, a demonstração de unidade da pasta em torno dela. Na reunião, ele pediu “coesão” para acabar com o “fogo amigo” contra a ministra para que, assim, ela consiga sair da crise que vive na pasta. “Quanto bate uma crise dessa, se a equipe não se junta, gera insegurança”, disse Carvalho, em entrevista ao Estado logo após o encontro.

O secretário-geral afirmou à reportagem que Ana de Hollanda está mantida no cargo. “O governo está fechado com a ministra. Não há hipótese de substituição”, afirmou. “Vim a pedido da presidenta Dilma demonstrar toda nossa confiança”, afirmou. “Vai quebrar a cara quem tentar desestabilizá-la”, disse.


A reunião contou com a presença da cúpula do ministério, incluindo os secretários, assessores especiais e o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antônio Grassi, principal aliado de Ana de Hollanda na pasta. No encontro, Gilberto pediu ainda a demonstração pública de apoio a dela, como forma de fortalecê-la. Ficou combinado que a cúpula da pasta divulgue uma nota oficial em apoio a Ana de Hollanda. Definiu-se também que haverá um discurso único de o governo está aberto a discutir o projeto de mudança na lei dos direitos autorais. “A ministra já tem aberto o diálogo”, sinalizou Gilberto.

Ao Estado, Gilberto afirmou ainda que há uma “orquestração sórdida” contra Ana de Hollanda, mergulhada numa crise envolvendo diárias recebidas em dias de folga, episódio revelado pelo Estado, polêmica sobre direitos autorais, exclusão do site do ministério do selo “Creative Commons”, referente a licença para uso livre de conteúdo na internet, entre outras coisas. Na terça-feira, 10, ela deixou a Assembleia Legislativa de São Paulo sob escolta, a seu pedido, após um debate sobre sua gestão à frente do ministério.

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