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Candidato favorito em Manaus diz que vitória mostrará que cidade está acima de ‘caciquismos’

Paula Carvalho

28 de outubro de 2012 | 14h50

Alfredo Junqueira, especial para O Estado de S. Paulo

O candidato do PSDB à Prefeitura de Manaus, Artur Virgílio, declarou que sua vitória na eleição de hoje mostrará que a capital do Amazonas é independente e está acima “caciquismos” e “mandonismos”. O tucano referia-se ao fato de sua adversária, Vanessa Grazziotin (PCdoB), ter contado com os reforços do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff em comícios de campanha no primeiro e segundo turnos.

A última pesquisa Ibope em Manaus, divulgada na sexta-feira, aponta a vitória de Virgílio por 68% a 32%. O tucano ainda disse que vai propor uma reunião nacional de seu partido depois do pleito para fazer um balanço dos resultados e reformular partes dos discurso político da legenda.

“Você não faz o futuro se não se preparar, inclusive reformulando pontos de discurso. Todos nós envelhecemos e o discurso também envelhece”, disse Virgílio. “O partido tem que mergulhar em suas águas internas e emergir delas renovado, remoçado, com discurso novo e encontrar uma maneira de dialogar com a sociedade de uma forma mais direta”, disse o candidato tucano, pouco antes de votar.

Virgílio ainda disse que torcia para que o candidato do PSDB em São Paulo, José Serra, protagonizasse uma virada histórica para superar o petista Fernando Haddad. “Estou torcendo por uma grande reviravolta em São Paulo. Nesse caso, (a minha vitória) seria a segunda mais expressiva no País”, disse o candidato do PSDB em Manaus.

Livro

Vanessa Grazziotin também votou de manhã e disse que, independentemente do resultado, sai da campanha com a “fé e a disposição de lutar pelo Estado renovadas”. A candidata do PCdoB é senadora e já informou que volta a Brasília na terça-feira de manhã.

A senadora disse que foi vítima de uma campanha suja e que pretende escrever um livro sobre a disputa eleitoral deste ano. “Eu que não sou muito de escrever, estou pensando em escrever um livro sobre como alguns conseguem transformar verdades em inverdades e farsas. Essas coisas marcaram muito a campanha”, disse a senadora.

Vanessa fez menção especial ao episódio do ataque que sofreu pouco antes de começar um debate no primeiro turno da eleição. Ao entrar na emissora que transmitiu o encontro, a senadora foi atingida por uma substância que teria sido arremessada por militantes de Virgílio. Em princípio, seria uma ovada. Depois, uma cusparada. O caso marcou a campanha no final do primeiro turno, com Vanessa acusando aliados do tucano de agressão e Virgílio dizendo que o episódio era uma farsa.

Além de Lula e Dilma, a derrota da candidata do PCdoB atinge o grupo político local comandado pelo senador e líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), e o governador Omar Aziz (PSD). A escolha de Vanessa como candidata do grupo aprofundou a crise entre os dois líderes locais.

Aziz preferia ter lançado a deputada federal Rebecca Garcia (PP) e pouco se engajou na campanha do PCdoB. Principal liderança política do Estado, Braga insistiu no nome de Vanessa e, com a provável vitória por ampla margem de votos de Virgílio, sai enfraquecido da disputa.

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