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PDT-PR não poderá se coligar com PSDB, mas indefinição de Osmar Dias continua

Camila Tuchlinski

22 de junho de 2010 | 18h36

Por Evandro Fadel, de Curitiba

A indefinição a respeito da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Paraná, em aliança com PMDB e PT, ou à reeleição para o Senado continuava até o início da noite de hoje. Sem acordo após dois dias de reuniões, é possível que se estenda pelo menos até o fim de semana, quando o PMDB realiza sua convenção. Mas, de acordo com a assessoria do senador, uma decisão já foi tomada: ele não poderá participar da coligação com o PSDB, o que renderia em mais apoio ao candidato à Presidência José Serra. Agora, independentemente da opção, Dias seguirá a orientação nacional do partido, que está aliado à candidatura petista de Dilma Rousseff.

O senador foi o primeiro a lançar a candidatura ao governo, depois de ter perdido a última disputa, para Roberto Requião (PMDB), por diferença pouco superior a 10 mil votos. Dias pretendia receber o apoio do PSDB, que esteve com ele naquela disputa e, posteriormente, coligou-se para conquistar a prefeitura de Curitiba com o tucano Beto Richa. Os pedetistas acreditavam que, desta vez, o PSDB caminharia com eles, mas o partido decidiu ter candidatura própria e escolheu o próprio Richa, que já está em campanha.

O assédio a Dias veio tanto do lado dos tucanos, que o queriam disputando uma vaga para o Senado, quanto por parte do PT, que o queria como candidato ao governo, visto que, no plano nacional, o PDT faz parte da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As reuniões dos últimos dias, em Brasília, levaram o governador Orlando Pessuti (PMDB) a cogitar abrir mão de sua pretensão de ser candidato para montar uma chapa de entendimento e unidade da base, encabeçada por Dias.

Mas o senador continua com o mesmo posicionamento que, segundo ele, foi-lhe proposto pela direção nacional do PT e pelo presidente da República, de que Gleisi Hoffmann, ex-presidente do partido no Estado e mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, seria a candidata a vice. Ele acredita que essa chapa seria fundamental para a vitória. No entanto, o PT estadual não abre mão de tê-la como candidata ao Senado, juntando-se à pretensão nacional do partido de fortificar a presença naquela casa.

A coligação ainda é uma das alternativas para o senador. Ela chegou a ser defendida pelo ex-governador Roberto Requião em reunião do diretório do PMDB. Pretendente a uma vaga na disputa pelo Senado, Requião teria um concorrente forte a menos. Se essa for a opção e sem Gleisi na chapa, caberia ao PMDB apresentar o candidato a vice. Do contrário, o PDT pode disputar a eleição coligado com outros partidos menores e Dias concorrer à reeleição. Nesse caso, o PMDB pode referendar a candidatura de Pessuti com o PT indicando o vice na convenção no próximo domingo.

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