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PCdoB estuda brigar pela divisão do tempo de TV de Orestes Quércia

Armando Fávaro

08 de setembro de 2010 | 20h00

André Mascarenhas

A campanha do candidato do PCdoB ao Senado por São Paulo, Netinho de Paula, estuda entrar nos próximos dias com uma ação na Justiça Eleitoral para dividir o tempo de propaganda de Orestes Quércia (PMDB), que desistiu na segunda feira de concorrer a vaga.

Como Quércia renunciou e o partido decidiu não indicar um substituto, a expectativa era de que seu tempo de TV fosse transferido para o candidato do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, que compunha chapa com o peemedebista. Segundo a campanha de Netinho, entretanto, há uma jurisprudência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinaria a divisão desse tempo entre todos os candidatos.

“Estamos discutindo com os advogados da campanha sobre essa possibilidade”, informou a presidente do PCdoB, Nadia Campeão, para quem o tempo de TV deve ser dividido porque “altera as regras do jogo”.

Na avaliação da comunista, entretanto, a mudança no quadro da disputa pelo Senado em São Paulo não deve alterar a tendência de crescimento de Netinho nas pesquisas. Segundo ela, mesmo que Aloysio consiga o tempo de TV de Quércia, isso não implicará numa transferência automática de votos do peemedebista para o tucano.

“Acho muito precipitado os tucanos acharem que isso (a propaganda) daria um salto na candidatura do Aloysio Nunes”, cutucou, para em seguida lembrar que Aloysio já possui a maior parte do tempo na TV. “Eles poderão ter uma parte dos votos, mas os peemedebistas também podem trilhar outros caminhas.”

Nadia ressaltou ainda estar otimista com o recente crescimento de Netinho nas pesquisas. Para ela, enquanto há uma estagnação nas intenções de voto da

companheira de chapa do comunista, a candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy, “não se sabe qual será o teto” de Netinho.

Sobre a possibilidade de impugnação da candidatura de Netinho, que sofre um processo no TRE por oferecer benefícios em seu site para eleitores, Nadia é direta: “vamos responder, mas não tem cabimento uma coisa dessas.”

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