Paulo Maluf e as contas no exterior
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Paulo Maluf e as contas no exterior

Lilian Venturini

07 de fevereiro de 2013 | 09h02

O Estado de S.Paulo

A abertura e movimentação de contas do deputado Paulo Maluf (PP-SP) tornaram-se alvo de investigações na Suíça. Os valores movimentados teriam sido usadas pelo ex-prefeito de São Paulo para desviar dinheiro da construção da Avenida Água Espraiada, hoje rebatizada de Jornalista Roberto Marinho. A Corte de Jersey já determinou a devolução dos recursos aos cofres públicos e, segundo o procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, as investigações estão em fase final. A defesa de Maluf diz desconhecer a apuração.

De acordo com a Corte, as movimentações começaram em 1985:

1985
Em julho, meses após perder a eleição indireta à Presidência da República para Tancredo Neves, Paulo Maluf abriu a primeira conta na Suíça, segundo autoridades do país europeu. Maluf nega.

1997
Nesse ano, dinheiro de uma das contas atribuídas a Maluf na Suíça foi enviado para as ilhas Jersey, paraíso fiscal britânico

Ao todo, foram abertas 12 contas na Suíça desde 1985 com Maluf ou seus filhos como beneficiários, segundo investigadores suíços. As três que ainda estão ativas foram congeladas pela Justiça.

Valor refere-se a três contas ligadas a Maluf e sua família. O procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, afirma que seu escritório já está coletando informações finais a fim de sustentar uma denúncia formal contra o ex-prefeito por corrupção. “Entendo que já existem indícios suficientes”, diz ele.

2012
Em novembro, a Corte Real de Jersey determinou que empresas offshore ligadas a Maluf devolvam recursos que teriam sido desviados dos cofres de São Paulo.

O valor a ser devolvido aos cofres paulistanos é de US$ 28,3 milhões, além dos custos com os advogados contratados pela Prefeitura da cidade. As empresas offshore recorreram da decisão.

 

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