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Paulo Bernardo, Requião e Padilha apoiaram candidatura de Vargas em 2010

Lilian Venturini

10 de abril de 2014 | 17h54

Ricardo Galhardo

Antes de ser alvo de pressões para renunciar ao cargo e investigado pela Comissão de Ética do PT por suas ligações com o doleiro Alberto Youssef, o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) era prestigiado por lideranças nacionais petistas e até de partidos aliados, como o PMDB.

Em 2010, quando Vargas concorreu e se elegeu pela segunda vez deputado federal, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, gravaram vídeos de apoio à candidatura de Vargas.

“Vargas é garantia da defesa do interesse público”, disse Requião, classificou o deputado como um dos artífices da aliança entre PT e PMDB no Paraná. Vargas figura como um dos doadores da campanha de Requião ao Senado, com a quantia de R$ 200.

“André Vargas é um grande deputado. É certeza de que o Paraná estará bem representado”, diz Paulo Bernardo, com quem Vargas tem relações desde 1996, quando o deputado foi um dos coordenadores da campanha do ministro à Câmara. No vídeo de 2010 Bernardo diz que Vargas é “fundamental para ajudar o Paraná e seus municípios a obter recursos junto ao governo federal”. Em 2012 Vargas foi condenado a devolver aos cofres públicos R$ 10 mil que teriam sido desviados da prefeitura de Londrina e usados na campanha de Bernardo.

Desde o início da semana o PSDB de São Paulo tem divulgado um vídeo no qual Vargas aparece ao lado de Padilha. Segundo a Polícia Federal o deputado teria ajudado Youssef a obter recursos junto ao Ministério da Saúde quando Padilha era o ministro. “Vargas defendeu Lula e vai defender Dilma”, diz Padilha no vídeo támbém de 2010.

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