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Parlamentares antecipam recesso

Colégio Ofélia

08 Julho 2010 | 17h49

Por Carol Pires

É quinta-feira e os corredores do Congresso Nacional já estão vazio – dando o clima de como será o trabalho do Legislativo daqui até as eleições. O recesso parlamentar começa, de fato, no dia 18 deste mês, mas, aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na manhã de hoje, os parlamentares estão “livres” para voltar aos Estados em busca de votos.

Até 3 de outubro, data das eleições, é possível que Câmara e Senado trabalhem apenas mais duas semanas – uma em agosto e outra em setembro. Nos demais dias, entra em prática o chamado “recesso branco”. Pelo acordo, feito entre os líderes partidários, deputados e senadores viriam a Brasília apenas nesses períodos fazem um “esforço concentrado”, ou seja, votar projetos que podem perder a validade se não forem aprovados antes do prazo.

No Senado, quatro parlamentares pediram licença de mais de 120 dias por “licença médica ou motivos pessoais”. O fato é que estão deixando o trabalho legislativo de lado para cuidar da campanha. São eles os senadores Ideli Salvati (PT-SC) e Raimundo Colombo (DEM-SC), que são adversários na disputa pelo governo de Santa Catarina; e José Agripino Maia (DEM-RN) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), aliados que tentam a reeleição ao Senado. Até o limite de 120 dias de licença, o congressista não precisa ser substituído. No caso dos quatro senadores, como o afastamento ultrapassa este limite, serão substituídos pelos respectivos suplentes, que receberão salário no lugar deles.

Na Câmara, o deputado Índio da Costa (DEM) pediu licença até o dia da eleição, também sem remuneração. Nenhum suplente o substituirá. Índio é candidato a vice-presidente na chapa de José Serra. O deputado Eduardo Valverde (PT-RO), a exemplo dos senadores, pediu licença por mais de 120 dias e será substituído pelo suplente, Eurípedes Miranda, também do PT.

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